Ministério Público Federal denuncia quatro por tráfico de drogas e associação para o tráfico - Fato Amazônico

Ministério Público Federal denuncia quatro por tráfico de drogas e associação para o tráfico

O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) denunciou por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico Josiney Silva do Nascimento, Pedro Ramires Yalta, Leo Vasquez Flores e Amadeo Cabrera Medina. Os quatro homens foram flagrados transportando pouco mais de 57 quilos de cocaína em uma embarcação, em fevereiro deste ano, nas proximidades do município de Manacapuru (a 84 quilômetros a oeste de Manaus).

Na madrugada do dia 15 de fevereiro de 2014, uma operação policial foi realizada para averiguar informações que indicavam transporte de grande quantidade de cocaína com destino a Manaus, partindo da comunidade de Santa Rosa, no Peru, na fronteira com o município amazonense de Tabatinga, em uma embarcação com o nome ‘Mestre Enio’.

Segundo o MPF, os réus partiram do município de Urucará, mediante compra de passagens para uma embarcação de transporte público, com a finalidade de levar a droga até Manaus para abastecer traficantes da região. Por volta de 13h, a Polícia Federal constatou a aproximação da embarcação, em direção a Manaus, nas proximidades do município de Manacapuru, iniciou a busca por drogas no interior do barco.

Um dos denunciados logo confessou que transportava cocaína em duas malas e que outros três homens a bordo – um deles nascido no Peru, mas naturalizado brasileiro – também levavam drogas em malas. Os quatro foram presos em flagrante após teste preliminar indicando que se tratava de cocaína. Ao todo, foram apreendidos 57,470 quilos da droga distribuída entre as malas.

A denúncia foi recebida pela Justiça Federal e tramita sob o n.º 2334-54.2014.4.01.3200. Se condenados, os réus poderão receber penas de prisão variando de cinco a 15 anos, de acordo com as condutas praticadas individualmente, além de pagamento de multa. Também há possibilidade de terem a pena aumentada em razão de o crime ter sido praticado internacionalmente e terem usado transporte público.