Fotos Michel Dantas/SEC

Fechando a última noite de desfile das escolas de samba do grupo especial, a Mocidade Independente de Aparecida no Sambódromo quando o sol já estava raiando. A agremiação defendeu a cultura paraense, com o enredo “Égua maninho! Espia só! Tem açaí, tem tucupi, tem maniçoba, tem carimbo, sairé e siriá. Tem boto, tem Iara, tem Marajó, encantaria de arrepiar. Tem ver-o-peso, rio e mar. Tem a Nazinha a abençoar, Aparecida vem mostrar que aqui também tem Pará”.

O presidente da escola verde e branca, Saulo Borges, afirmou que a performance carnavalesca foi leve e ao mesmo tempo condizente com uma evolução digna de representação do Estado do Pará.

“Falar do Grão-Pará é contar um pouco da nossa história. A província abrangeu quase toda a Região Norte. Retratamos também uma história que quase ninguém conhece: a tragédia do Brigue Palhaço, uma embarcação comprida, que serviu de prisão para os que foram contrários à Independência do Brasil, porque se recusavam à subordinação ao Estado brasileiro. Mais de 250 pessoas morreram sufocadas com cal que tomou conta dos porões, tendo sido encontrados com os lábios e olhos roxos, uma expressão semelhante a um palhaço”, explicou.