Morte de policial feminina no Ambiental é um “filme” repetido na PM, com Leidynina foi da mesma forma, suicídio virou homicídio - Fato Amazônico

Morte de policial feminina no Ambiental é um “filme” repetido na PM, com Leidynina foi da mesma forma, suicídio virou homicídio

Um filme se repete na Polícia Militar, especificamente com policiais femininas do Comando de Policiamento Especializado (CPE). A morte da soldado Deusiane da Silva Pinheiro, 26 anos, encontrada morta nas dependências do Pelotão Fluvial na última quarta-feira (1º), que teria supostamente cometido suicídio, que é descartada pela família que acredita que ela teria sido assassinada por outro policial, identificado até o momento apenas por “Elson” com quem ela teve um relacionamento amoroso, foi vivida há cinco anos, exatamente dia 5 de março de 2010, pela família da policial Leidynina Luciane da Silva Araújo, da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (ROCAM), encontrada morta com um tiro na cabeça de pistola PT 40 (de exclusivo da PM e PC) no segundo andar do residencial Carol II, localizado na rua 1ª de Abril, bairro da Betânia, Zona Sul.

Leidynina teria sido vítima do namorado, à época tenente e hoje capitão da Polícia Militar, Pedro César da Silva Moreira, que a princípio alegou ter sido suicídio a morte da namorada, mas na reconstituição do crime, a pedido do delegado Mariolino Brito, a versão do oficial caiu por terra e ele acabou indiciado por homicídio.

Na reconstituição a versão de suicídio do namorado da vítima, Pedro Moreira, caiu por terra

Mas, até hoje o Tribunal de Justiça do Amazonas, que julga alguns casos com a velocidade da “luz”, como o “ Caso Marcelaine”, onde os holofotes da mídia estão em cima, o de Leidynina que morreu, há anos tramita no Fórum Ministro Henoch Reis, a passos de “tartaruga”.

Assim como a mãe de Leidynina, a de Deusiane, a dona de casa Antônia Assunção da Silva, 49 anos, acusou um suposto PM de ter matado a filha, morta com as mesmas circunstâncias, estava a sós com o namorado. "Eu afirmo. Ele matou a minha filha. Estava só ele e ela lá em cima", disse em entrevista a uma rádio.

A mãe de Leidynina, Maria Hilda da Silva Lima, desde a morte da filha, há cinco anos faz uma peregrinação atrás de justiça, mas até hoje não conseguiu ver Pedro Moreira sentar no banco dos réus, mas viu ele ser promovido a capitão e hoje deverá ver em breve ser promovido outras vez, agora a major, sem que o Tribunal de Justiça do Amazonas, dê uma resposta a família que ainda chora a perca da policial.

A reposta de Leidynina, que foi vítima de assassinato e não de suicídio, só ocorreu cerca de um ano depois das investigações há época comandadas pelo delegado Mariolino Brito, que reconstituição jogou por terra a versão do oficial da PM.

Hoje a mãe Deusiane, que afirma que a filha foi morta pelo ex-namorado, que seria um cabo da PM, terá de fazer a mesma peregrinação da de Leidynina, para provar que a filha não cometeu suicídio, mas foi assassinada. A Polícia Militar abriu, ontem (2), um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a morte da policial militar.

Caso no Ambiental

Deusiane da Silva Pinheiro, 26 anos, foi encontrada morta, com um tiro na cabeça, nas dependências da Companhia Fluvial do Batalhão Ambiental, localizado no bairro Tarumã, na Zona Oeste, na quarta-feira (1º).

Para os familiares, ela foi assassinada pelo ex-namorado, identificado apenas como “Elson”, que também é PM, e estava de serviço junto com a vítima na quarta-feira, no Batalhão Ambiental.

Cláudia da Silva Angelim, 34 anos, irmã da vítima acredita em assassinato porque Deusiane vinha sendo ameaçada pelo ex-namorado e a esposa dele. “Eles tinham um relacionamento mas ela não sabia que ele (o Elson) era casado. Ela só descobriu quando ela foi buscar uma bolsa que havia esquecido no carro dele e se deparou com a mulher”, contou, informando que nesse dia, sua irmã teria sido agredida pela mulher.

De acordo com a mãe da vítima, Deusiane sofria perseguição há seis meses por parte do ex-namorado apontado por ela como suspeito.


Video de homenagem a Leidynina