No início da semana, quatro empresas do transporte coletivo de Manaus iniciaram a retirada dos cobradores de ônibus dos coletivos. O trabalho que era feito pelos cobradores começou a ser feito pelos motoristas, que passaram a receber a tarifa e dar troco aos passageiros. O acúmulo de funções, caracterizado como desrespeito às leis trabalhistas, foi denunciado ontem (14) pelo deputado estadual Fausto Jr, durante discurso na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).

O parlamentar disse que recebeu várias denúncias da população mostrando que os cobradores foram demitidos. “Recebi fotos e vídeos que mostram que os motoristas estão trabalhando como cobradores”, afirmou Fausto Jr. “As empresas instalaram uma mesa ao lado do banco do motorista que serve para guardar o dinheiro e dar troco aos passageiros”, denunciou o parlamentar.

Além do desrespeito às leis trabalhistas, a medida adotada pelas empresas de ônibus coloca em risco a segurança no trânsito. “Motoristas precisam se concentrar no trânsito ao invés de ficar preocupados com o troco dos passageiros”, criticou Fausto Jr.

O parlamentar afirmou que cobrará explicações das empresas sobre as demissões dos cobradores e a dupla função destinada aos motoristas. “É uma situação grave que exige explicações das empresas e também dos órgãos públicos que regulam o transporte coletivo na capital”, completou o deputado.

Bullying nas escolas e Zona Azul

Ainda na Sessão Plenária dessa quinta-feira, Fausto Jr. disse que vai pedir à prefeitura de Manaus a isenção do pagamento do Zona Azul para veículos de professores que trabalham no Centro da cidade.

Segundo o deputado, os professores e funcionários de escolas públicas do Centro estão pagando até R$ 20 por dia para usar o Zona Azul. “Temos que criar alternativas para estes profissionais. Não dá pra pagar até R$ 400 por mês para dar aulas aos estudantes que moram no Centro”, defende o deputado.

Fausto Jr. também cobrou da prefeitura de Manaus e do governo do Estado um melhor acompanhamento de pedagogos e psicólogos aos estudantes da rede pública. O acompanhamento, segundo o deputado, serve para evitar casos de bullying na rede pública de ensino.

“Temos que acabar com o bullying nas escolas. Nossas crianças e jovens merecem amor e respeito ao invés de perseguição e maus tratos”, avalia o parlamentar.“Dessa forma evitaremos que mais tragédias aconteçam nas escolas, como a que ocorreu na cidade de Suzano, no interior de São Paulo”, concluiu Fausto Jr.