MP emiti parecer contra soltura de motorista que causou acidente na sexta, mas juiz plantonista o libera - Fato Amazônico

MP emiti parecer contra soltura de motorista que causou acidente na sexta, mas juiz plantonista o libera

Mesmo com parecer contrário do promotor de Justiça, Adriano Alecrim Marinho, plantonista do Fórum de Henoch Reis, o motorista Olerino Siqueira Silva, 49 anos, que dirigia o caminhão de som de marca Mercedes-Benz, de cor azul e placas JWH 4534, que desgovernou numa procissão da Igreja Católica, matando três mulheres, deixando feridas ainda outras oito pessoas, ganhou sua liberdade provisória dada pelo juiz Antônio Carlos Marinho Bezerra Júnior.

O magistrado não acatou parecer do Ministério Público, que pedia a conversão do auto de prisão em flagrante em prisão preventiva de Olerino. O juiz concedeu a liberdade mediante ao pagamento de uma fiança de R$ 3 mil.

No sábado, 24 horas depois da tragédia, o motorista depositou os R$ 3 mil arbitrado como fiança e deixou a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, depois der ter o auto de prisão em flagrante lavrado pelo delegado Rafael Cordeiro, do 10º Distrito Integrado de Polícia.

Motorista não tinha CNH D ou E

Em depoimento na delegacia, Olerino, assumiu que não tinha Carteira Nacional de Habilitação da categoria D ou E, para dirigir o carro de som, que ele possui há cerca de três anos e que prestava serviços para a Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos.

Disse que ao começar a descer a ladeira na rua Francisco Orellana, o caminhão faltou freio e chegou a anunciar no microfone que o veículo estava sem freio. Garantiu que jogou o carro para o lado direito da via, onde o número de pessoas era menor. “Quando o caminhão parou pensei em voltar, mas o policiais militares, falaram que eu poderia ser linchado “, acrescentou, afirmando que ficou desesperado.

Olerino, garantiu que há cerca de 30 dias, seu caminhão passou por uma manutenção. “Nunca esse caminhão apresentou esse problema”, afirmou.

Vítimas fatais

O acidente, ocorreu na tarde da sexta-feira santa por volta de 16h30 e resultou na morte de Cleide Bastos Antela, 63 e Tânia Maria Magalhães Gomes, 52, morreram no local, a terceira vítima, Luiza Maria dos Santos Cruz, 80, morreu a caminho do Serviço de Pronto Atendimento (SPA) do bairro Alvorada 1.