MP emiti parecer pedindo comprovação de ameaças a Renato Benigno no CDP - Fato Amazônico

MP emiti parecer pedindo comprovação de ameaças a Renato Benigno no CDP

O promotor de Justiça Carlos Fábio Braga Monteiro, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, emitiu despacho ontem pedindo comprovação de que há risco (perigo concreto, sério e real) à integridade física e à vida do assistente administrativo Renato Fabiano dos Santos Benigno, acusado, de na madrugada do dia 12 do mês passado, de engavetar a picape S-10, de cor marrom e placas OAK 2643 em um Fiat Strada, de placas JXP 6657, matando José Henrique Monteiro Galvão, de 18 anos e Keylene Moreira de Almeida e deixando ferido ainda Rodrigo de Oliveira Barroso, Weslem Tavares e Silva e Jhony Lemos Rodrigues.

Renato Benigno, está preso no Centro de Detenção Provisório, localizado no quilômetro 8 das BR 174 (Manaus/Bola Vista), onde de acordo com a defesa estaria sendo ameaçado de morte pelos demais detentos. Diante dos fatos o advogado Kennedy Monteiro de Oliveira, solicitou a transferência de seu cliente para um Batalhão da Polícia Militar.

Mas, Fábio Monteiro, só irá se manifestar depois de informações concretas prestadas pela direção do CDP. O promotor quer saber:

a) se o requerente foi ou está sendo ameaçado por detentos; se positivo, esclarecer quais os tipos de ameaça e se houve algum ato para concretizá-las;

(b) se o estabelecimento prisional detém condições de protegê-lo e o que tem sido feito a esse respeito; ou, se for o caso, se há estabelecimento prisional no Estado que lhe garanta estadia mais segura;

e

(c) se a permanência do requerente nessa casa de detenção representa perigo à sua vida e/ou à ordem interna.

Denúncia aceita

Na semana passada a juíza, Mirza Telma de Oliveira Cunha, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, aceitou a denúncia do promotor de justiça Fábio Monteiro, que Renato Benigno por homicídio, lesão corporal e embriaguez ao volante.

Na sua decisão a juíza diz: “Além disso, não existe qualquer motivo aparente para rejeitar a denúncia, uma vez que estão preenchidos os pressupostos processuais e condições da ação, bem como, há indícios suficientes de autoria e materialidade da prática delitiva”.

Foto

Familiares das vítimas do acidente que resultou nas mortes de José Henrique Monteiro Galvão e Keylene Moreira de Almeida, encaminharam ao Fato Amazônico fotografias que comprovam que a foto, divulgada em um site local, onde a moça aparece com o namorado Jhony Lemos, que saiu ferido na colisão, onde mostra ele sentado em um banco com um balde de bebidas e ela abraçada com ele, não foram antes do acidente, a foto não é do dia 12 do mês passado (maio) quando a jovem morreu, mas do dia 11 de abril, um mês antes do acidente.

Foto de Keylene, tirada momentos antes do acidente, veja a roupa que ela estava usando

“É fácil comprovar essa mentira, basta olhar as fotografias, a Keylene, estava com outra roupa quando morreu”, disse um familiar, afirmando que estão tentando inocentar o Renato porque ele tem dinheiro é de uma família que tem influência na política no Estado. “A nossa Justiça Amazonense, graças a Deus, não se curvou a essa armação”, disparou, afirmando que nada trará José Henrique e Keylene de volta, mas Renato Benigno sentará no banco dos réus onde será condenado pelos crimes que cometeu.

O acidente

O acidente ocorreu por volta de 5h do dia 12 do mês passado na Avenida Coronel Teixeira, Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus. As vítimas voltavam de uma casa de forró localizada no bairro Tarumã e estavam empurrando um veículo em pane para o acostamento quando foram atingidas pela picape modelo S10. Keyllene e o cunhado José Henrique morreram na hora. Eles tiveram membros inferiores e superiores mutilados.

Logo após o acidente, o motorista Renato Fabiano dos Santos Benigno foi preso e levado ao 19º Distrito Integrado de Polícia, onde o auto de prisão em flagrante foi lavrado por homicídio doloso, lesão corporal, embriaguez ao volante e condução de veículo sob efeito de bebida alcoólica em seguida ele foi encaminhado a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa.