"Nem meus pais batem no meu rosto", disse pedreiro acusado de homicídio na Zona Leste de Manaus - Fato Amazônico

“Nem meus pais batem no meu rosto”, disse pedreiro acusado de homicídio na Zona Leste de Manaus

Policiais do 9° Distrito Integrado de Polícia (DIP), prenderam ontem à noite, por volta das 20h, o pedreiro Francisco Jucerlande Rodrigues da Silva, 26, acusado de matar autônomo Marlisson Pereira Campos, 40, às 17h em um bar situado na Rua Iranduba, bairro São José do Operário, zona Leste de Manaus. A prisão ocorreu na beira de um igarapé, situado entre os bairros São José dos Campos e Colina do Aleixo.

De acordo com o delegado plantonista Jeff MacDonald, responsável pela prisão, o pedreiro estava consumindo bebida alcoólica em um bar quando a vítima, que também estava sob efeito de álcool, começou uma discussão com um homem não identificado. Francisco tentou apartar a confusão e foi agredido com um tapa por Marlisson.

"Revoltado, o pedreiro foi à residência dele e pegou uma faca. Quando retornou ao bar, Marlisson o ameaçou de morte e em seguida agrediu o pedreiro novamente, com outro tapa. Francisco revidou a violência com dois golpes de faca no tórax da vítima", explicou o delegado.

Segundo Jeff MacDonald, a equipe de investigação chegou ao local do crime, onde testemunhas apontaram quem seria o autor do delito. “Quando estávamos em direção à casa de Francisco, recebemos uma informação de que um homem havia sido visto em um igarapé da área. Em vistoria ao local, encontramos o pedreiro que confessou o crime”, disse.

Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira, 20, o delegado explicou que Francisco acreditava que Marlisson estaria tentando matá-lo a mando de uma pessoa identificada como André, ex-companheiro da atual mulher do pedreiro. A arma do crime, que estava enterrada próximo a residência de Francisco, foi localizada e encaminhada à perícia.

"Pedi pra ele parar aí veio pra cima de mim e me deu dois tapas. Na hora não disse nada, mas fui em casa e peguei uma faca. Lá no bar ele tentou me bater de novo, foi quando eu o furei", disse o acusado, acrescentando que "Nem meus pais batem no meu rosto".