Nomeação de “He-man” extrapola a ética, define Marcelo Ramos, falando que vão acabar nomeando o “João Branco” - Fato Amazônico

Nomeação de “He-man” extrapola a ética, define Marcelo Ramos, falando que vão acabar nomeando o “João Branco”

A nomeação de José Cavalcante Filho, conhecido como “He-man”, como delegado adjunto da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd) foi criticada pelo deputado estadual Marcelo Ramos (PSB), na manhã desta terça-feira, na Assembleia Legislativa do Amazonas. “Com essa folha corrida, só pode ter sido nomeado por notável saber na função, já que foi preso por roubo. Agora só falta nomear o João Branco”, ironizou.

Ramos disse que é inadmissível que o grupo político, que comanda o Amazonas, há 32 anos, extrapole os limites da ética e da legalidade, no que diz respeito a escolha para ocupar cargos de comando. “O compromisso do governo com a banda podre da Policia Militar e da Policia Civil Preso se confirma a cada nomeação. Entretanto dessa vez a nomeação do Cavalcanti é completamente sem noção”, constata.

O parlamentar lembrou que “He-man” foi preso em 2003 pela Polícia Federal por suspeita de integrar uma organização criminosa que agia com tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, roubo, clonagem de veículos, extorsão, prevaricação e peculato. Mostrando jornais da época, o socialista também citou que Cavalcante tinha em casa, quando foi preso, uma BMW, avaliada em R$150 mil dólares, além de dinheiro, silenciadores, armas e balanças de precisão.

Na opinião do deputado, o governador José Melo está passando à sociedade e às estruturas da polícia, que não vale a pena ser honesto.