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O senador Eduardo Braga (MDB/AM) obteve, nesta terça-feira (17/04), o compromisso do ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Valter Casimiro Silveira, no cargo há 15 dias, de acompanhar com atenção e avaliar a série de problemas que o Amazonas registra no setor. Entre eles, a desativação do Terminal 2 do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, o “Eduardinho”, antes destinado exclusivamente a operar voos entre a capital Manaus e o interior do estado. 

“Essa decisão tem causado muitos transtornos para pessoas idosas, indígenas, caboclos e ribeirinhos, além de dificultar a integração regional”, disse o parlamentar durante audiência pública da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), da qual é presidente. “Essas pessoas vão a Manaus, obrigatoriamente, em busca de tratamento de saúde. Eu tenho assistido a situações bastante desumanas com relação a isso, no embarque e desembarque”, completou.

Ao senador, o ministro afirmou que já começou a debater o assunto com o presidente da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), Antônio Claret de Oliveira. “Assim que tivermos uma solução, chamaremos a bancada e apresentaremos para ver se ela atende as demandas do Amazonas”, disse Valter Silveira.

Isolamento – Braga alertou, ainda, para a necessidade de o Governo Federal tirar a Região Norte, especialmente, o Amazonas, do isolamento por meio de estradas trafegáveis e incentivos à aviação regional e à infraestrutura portuária. Ele citou vários trechos rodoviários que precisam com urgência de reparos e manutenção no estado. Entre eles, percursos da BR-319, que liga Manaus a Porto Velho (RO); a BR-307, entre Benjamin Constant – Atalaia do Norte, e BR-230 (Transamazônica), entre Lábrea –Humaitá e Apuí – Humaitá. “Tirar do isolamento estas regiões faz parte da estratégia de integração nacional”, afirmou o senador.

Ele chamou atenção também para a crise que enfrenta a aviação regional. “Os custos das passagens no interior são os mais caros do Brasil. Isto não será resolvido se não for pela participação e vontade política do governo como poder concedente e formulador de política pública”, disse Braga, que reivindicou, ainda, melhorias em portos e terminais hidroviários, como o de Maués.


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