Pacientes terminais com câncer poderão ter atendimento domiciliar - Fato Amazônico

Pacientes terminais com câncer poderão ter atendimento domiciliar

Pacientes em estado terminal de câncer poderão ter atendimento domiciliar. É o que estabelece o Projeto de Lei (PL) 509/13, do vereador Isaac Tayah (PSD), que cria o Programa de Atendimento e Acompanhamento domiciliar às pessoas em fase terminal da doença. A proposta, aprovada na Câmara Municipal de Manaus (CMM), na manhã desta quarta-feira (14), recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) e agora segue para a Comissão de Finanças, Economia e Orçamento (CFEO).

Conforme o PL, o Programa consistirá no atendimento e acompanhamento ao paciente terminal de câncer em sua própria residência, serviço a ser realizado pelos profissionais do Programa Saúde da Família, dentro da mesma carga horária e abrangência geográfica, executado pela prefeitura.

Tayah justificou que a iniciativa de ingressar com o Projeto de Lei é em razão do triste quadro que são submetidos os pacientes terminais da doença, quando a medicina nada mais de eficaz pode realizar para recuperação do paciente. “É válido ressaltar que a criação do Programa de Atendimento e Acompanhamento Domiciliar ao Paciente de Câncer não gera custo adicionais aos que já está previsto no Programa Médico da Família, pois os profissionais que compõem tal programa serão os mesmos do novo programa proposto pelo PL”, lembrou Isaac Tayah.

Baseado no que diz o artigo 25 da Constituição Federal, que “todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar-lhe, e a sua família, saúde e bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, o parlamentar revelou que, quando a medicina esgota seus recursos, só resta a solidariedade aos pacientes terminais que geralmente vivem seus últimos dias com seus familiares.

“A vista periódica dos médicos e agentes de saúde do Programa Médico da Família estabelece uma relação efetiva, comunitária e fortalecida, um dos programas é auxiliar o paciente terminal e seus familiares nas condutas necessárias”, completou o parlamentar, que disse que o atendimento domiciliar também terá acompanhamento de psicólogos tanto para o paciente quanto para os familiares.