Palestra destaca importância das avaliações educacionais - Fato Amazônico

Palestra destaca importância das avaliações educacionais

Diretores da rede municipal de educação participaram ontem, 4, da palestra “Avaliação educacional em larga escala”. O encontro com os profissionais ocorreu na sede da Secretaria Municipal de Educação (Semed), na Maceió, bairro Parque Dez, zona Centro-Sul.

O palestrante convidado, professor doutor Wagner Resende, que atua na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), explicou a finalidade das avaliações externas e internas, a diferença entre as provas realizadas em sala de aula e a importância das mesmas para a melhoria da qualidade do processo de ensino e aprendizagem dos alunos.

“Vários profissionais envolvidos com a educação ainda não conhecem a fundo como o instrumento funciona e o que ele é capaz de fornecer, quais os limites dele. Então, a ideia é trazer a característica dos instrumentos avaliativos e mostrar quais são as possibilidades da avaliação em larga escala e quais são os limites dela, o que dá para fazer com esse instrumento na prática”, explica.

Apresentando um breve histórico, Resende informou que as avaliações externas no Brasil iniciaram nos anos 90 e ainda não possuem apoio total dos profissionais da educação.

A chefe da Divisão de Avaliação e Monitoramento (DAM) da Semed, Núbia Breves, diz que a palestra serviu para acabar com a ideia de que as avaliações externas são como "vilãs". “Nós precisamos parar com a ideia de que a avaliação veio para punir. Muito pelo contrário, vem para ajudar a verificar onde se precisa reforçar mais o trabalho, vem para ajudar a planejar como atender aqueles alunos que estão com dificuldade, que não estão conseguindo aprender. Ele (o professor) vai trabalhar um plano de intervenção diante das informações após as provas”, defende.

Quebra de tabu

O diretor da Escola Municipal Elvira Borges, Rosenir Gomes, afirma que a palestra quebra um tabu que, segundo ele, muitos professores ainda têm em relação às avaliações externas, julgando-as incoerentes.

“Eu entendo agora que a avaliação é um diagnóstico. Então, quando temos essas informações, saberemos onde trabalhar, onde está o problema. A palestra amplia agora o meu conhecimento. Uma avaliação complementa a outra. A interna dará uma informação mais básica ao professor e a externa traz informações para a liderança da secretaria, para a secretária de educação, mostrando o desempenho global da rede”, observa.