Platiny vai a manifestação dos PMs, mas não é mais o mesmo, não subiu no carro som e manteve-se distante - Fato Amazônico

Platiny vai a manifestação dos PMs, mas não é mais o mesmo, não subiu no carro som e manteve-se distante

“Eu faço parte da tropa. Não tenham dúvida disso e manifestarei dentro do parlamento a voz dos praças da Polícia Militar”, essas foram as palavras do deputado estadual Platiny Soares (PV), que manhã desta terça-feira, na mobilização dos policiais militares e professores em frente a Arena Amadeu Teixeira, não estava de paletó, mas com uma calça jeans, tênis e uma camisa cinza da Polícia Militar, mas se manteve bem distante do carro som onde os manifestantes cobravam do governador José Melo as promessas de campanha.

Platiny não era o mesmo do dia 28 de abril de 2014, quando os policiais militares cruzaram os braços em frente a Arena Amadeu Teixeira. Desta vez, discreto e distante de onde estava acontecendo a manifestação, o ex-soldado agora deputado estadual, não teve se quer a coragem de subir no carro de som e falar aos praças, que estão revoltados com o governador José Melo (PROS), que na campanha para a sua reeleição, juntamente com o parlamentar, a época candidato, prometeu "mundos e fundos" para os policiais, mas quando chegou a hora de cumprir, não o fez, eles pegaram um "calote eleitoral".

Questionado se ele acha que foi enganado e que acabou levando a categoria a ser também enganada pelo governador José Melo, Platiny não teve dúvida ao dizer que não foi enganado.

O parlamentar disse acreditar que, o estado brasileiro, não apenas o Amazonas, como as prefeituras municipais, de fato passam por uma crise. Platiny acrescentou que se o governo não puder agora conceder as promoções que os prazos sejam estabelecidos.

"Nossa função aqui é cobrar que seja cumprido o que foi determinado", disse o deputado, mas deixando a entender que a Lei dos Praças (promoções) deve ser negociada. "Tudo é questão de comunicação entre a classe o governo do estado. Eu posso ser intermediador, fiscalizado e o cobrador do cumprimento dela, mas a assinatura é do governo do estado", disse.

Mas Platiny, foi questionado de que ele e o governador José Melo falam em crise, porém, o governo de acordo com o site da transparência pagou as empreiteiras nos primeiros quatro meses do ano mais de R$ 170 milhões, e como fiscalizador o deputado mudou o discurso de fiscalizador e disse "quem teve acesso a essas informações deve cobrar e publicar e como ele não teve acesso não pode cobrar. Quando tiver levo ao parlamento".

Platiny disse que, não se sente traído por José Melo e afirmou que não foi o governador que lhe deu estrutura para sua campanha. "Na realidade quem me deu estrutura de campanha foi meus próprios eleitores. Eu não tive carros e nem aquele monte de combustível e nem aquele monte de material. Minha campanha foi feita na raça. Feita por praças e policiais militares e é a quem eu devo meu mandato", afirmou, informando que na manifestação iria ter o maior cuidado de não sair dos limites legais.