PMs e professores falam em "calote eleitoral" e cobram promoções a data base prometida pelo governador José Melo - Fato Amazônico

PMs e professores falam em “calote eleitoral” e cobram promoções a data base prometida pelo governador José Melo

"Calote eleitoral" essa foi a afirmação das lideranças dos policiais militares que unidos aos professores, policiais civis e peritos realizaram na manhã desta terça-feira (28) uma manifestação cobrando do governador do estado, José Melo (PROS), reeleito ano passado, a Lei dos Praças e a data base. O encontro, que reuniu mais de 2 mil servidores públicos, teve início às 9h na área externa da Arena Amadeu Teixeira, na avenida Constantino Nery e seguiu em carreata rumo sedes da Prefeitura e Governo, localizadas no bairro Compensa, na Zona Oeste de Manaus, onde os manifestantes não foram recebidos pelos chefes do executivo municipal e estadual, ambos mandaram secretários falar com as lideranças.

Arthur Neto (PDSB), mandou o , conversar com a comissão de professores, que se quer teve o direito de entrar na sede da PMM, conversaram com o militar, que está a disposição da prefeitura, pela grade e foram informados de que o prefeito não iria recebê-los.

O subsecretário da Casa Militar, major Darcelo Gomes, atendeu os manifestantes pela grade

De lá a carreata seguiu para a sede do governo onde os líderes do movimento voltaram a falar que enquanto eles estavam no sol revindicando o que eles tem direito, na Assembleia Legislativa do Estado, os deputados votavam um reajuste para os servidores do Tribunal de Contas do Estado.

"Não que eles do TCE não tenham direito, mas se eles tem, nós também temos", disparou um manifestante, afirmando que caso o governador José Melo, não cumpra o que foi acordado há um ano atrás, quando eles paralisaram as atividades, haverá uma paralisação por tempo indeterminado na segurança pública do estado.

O presidente da Associação dos Sargentos, Subtenentes e Oficiais de Administração da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, comandada pelo Sargento Pereirinha, ao voltar a falar no carro de som, perguntou aos praças, onde estavam os deputados eleitos pela categoria, Platiny Soares (PV) e Cabo Maciel (PR).

Sargento Pereirinha ao lado de Moacir Maia, do Sinpol

"Não sou candidato a nada. Mas eles foram e hoje estamos nós aqui no sol correndo atrás do cumprimento de uma Lei que foi aprovada e assinada pelo governador e nossos representantes na Assembleia estão a onde?", questionou Pereirinha, cobrando da categoria uma resposta nas urnas nas próximas eleições.

O soldado Gerson Feitoza, presidente da Associação dos Policiais Militares do Amazonas (Apeam), eles "levaram um calote do governador. Ele chegou a afirmar em discursos no carro som que os praças se empenharam na campanha de reeleição de José Melo e hoje estão tendo de correr atrás do cumprimento da data-base e as promoções.

De acordo com Gerson atualmente, 2,2 mil praças (soldados, cabos e sargentos) aguardam pela promoção, porém o governo alega falta de dinheiro.

Assim como o prefeito Arthur Neto, não recebeu os professores, na sede do Governo, o governador José Melo também avisou que estava fora, mas enviou o chefe da Casa Civil, Raul Zaidan, para conversar com os manifestantes, mas eles se negaram a conversar com o secretário.

"Não estamos disposto a receber mais uma barrigada", afirmaram os manifestantes, deixando claro que caso governador não sente com comissão para tratar da data base e das promoções, profissionais da segurança vão cruzar os braços.

Os policiais militares cobram do governador José Melo para que ele cumpra o artigo 1º da Lei 4.044 de 9 de julho de 2014 – lei da promoção que estabelece o dia 21 de abril como data base para as promoções e o aumento salarial da categoria.

As associações que representam os militares estiveram reunidos com José Melo no dia 22 deste mês e ouviram o governador afirmar que o estado está "quebrado" e por isso ele não poderia atender as revindicações dos policiais.

Fotos