PMs se reúnem e decidem ir a sede do governo na terça-feira cobrar de José Melo o reajuste salarial e a Lei dos Praças - Fato Amazônico

PMs se reúnem e decidem ir a sede do governo na terça-feira cobrar de José Melo o reajuste salarial e a Lei dos Praças

Na Assembleia Geral, realizada ontem (25), na Associação dos Praças do Estado do Amazonas (APEAM), localizada na Avenida Professora Cacilda Pedroso, no conjunto Canaã, bairro do Alvorada I, Zona Centro-Oeste de Manaus, foi deliberado e aprovado por unanimidade que será realizado pela tropa na terça-feira, dia 28, às 9h, em frente à Arena Amadeu Teixeira, um movimento (não-grevista) que seguirá em carreata até a Sede do Governo, na Compensa. Na sede, os policiais militares tentarão voltar a falar com o governador José Melo, a respeito da Lei dos Praças, que trata das promoções e reajustes dos salários.

Os policiais decidiram realizar o movimento que eles chamam de “não-grevista”, depois da reunião de sexta-feira (24) quando o governador José Melo, disse que em reunião com diversas categorias de servidores públicos que está quebrado e não terá como reajustar os salários.

O governador alega queda na arrecadação do Estado, que teria sido provocada pela crise econômica para sequer repor as perdas salariais. Segundo o professor José Melo, o Estado estaria prestes a quebrar.

Mas o governador, que fala em queda na arrecadação e que o estado está quebrado, deveria explicar aos servidores públicos, entre eles os policiais, como nos primeiros quatro meses deste ano, de acordo dados que estão no próprio Site Transparência do Governo, fez pagamentos da ordem de R$ R$ 144 milhões, dos quais desses um montante de R$ 118 milhões, foram para as construtoras e para empresas que sequer fazem obras, apenas projetos de engenharia, e algumas dessas empresas aparecem na lista de financiadoras da campanha de reeleição de José Melo no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Movimento não grevista, será?

Ao saírem da reunião da Associação dos Praças do Estado do Amazonas, os lideres falaram em movimento não-grevista em frente a Arena Amadeu Teixeira, mas nas redes sociais e nos grupos de whatsapp, onde tem policiais militares, todos são unânimes em afirmar que caso o governador José Melo, não cumpra sua promessa de campanha, a Lei dos Praças (promoções) e o reajustes salarial, que eles afirmam não serem reajustes, mas perca salarial, irão cruzar os braços da mesma forma que ocorreu eu abril do ano passado.

Nos grupos aparecem várias montagens de fotos do governador José Melo, todas falando que o chefe do executivo enganou a todos “obrigado praças, enganei vcs… ganhei e não cumprir e nem vou…”.

Em outras postagens, aparece o símbolo da Polícia Militar do Amazonas com a palavra em letras maiúsculas “GREVE”.

Também existe um desenho, onde um filho pergunta a seu pai “o senhor já é sargento” e aparece as lagrimas rolando dos olhos e em cima a divisa de sargento.

“A promoção era um sonho. Sonho de praças que estavam só aguardando para comemorar. Era um passo a mais na vida para ajudar suas famílias, mas que agora foi interrompido e creio que seja por um momento, Deus tá no comando”, disse um praça, ao ser questionado pela reportagem do Fato Amazônico.

Pereirinha reúne associados amanhã

Apeam já decidiu no sábado, amanhã quem reúne em Assembleia Geral é a Associação dos Sargentos, Subtenentes e Oficiais de Administração da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, comandada pelo Sargento Pereirinha e seu vice, Dário Melo.

Em cartaz distribuído e que circula nas redes sociais e grupos de whatsapp, eles dizem ser “incompreensível e inaceitável, mesmo sabendo estar a economia estagnada, que a administração do estado tenha deixado de se planejar para honrar seus compromissos com aqueles que trabalham e labutam com muito sacrifício por esse mesmo estado, que agora lhes dá as costas; deixando-lhes desamparados, negando seus valores e sacrifícios”.

Pereirinha diz ainda no cartaz, que sua associação não deixará de se manifesta em defesa de toda categoria, cobrando pelas promoções e o reajuste salarial da data base a que todos temos direito.