Polícia Civil deflagra operação contra golpes da UTI em Mato Grosso e no Amazonas - Fato Amazônico


Polícia Civil deflagra operação contra golpes da UTI em Mato Grosso e no Amazonas

A Polícia Civil de Mato Grosso em conjunto com o 23° Distrito Integrado de Polícia, do Amazonas deflagrou a operação ‘Jaleco Preto’ na manhã nesta quinta-feira (23), que visa desarticular uma quadrilha que aplica o “Golpe da UTI”. Ao todo, 11 mandados de prisão são cumpridos em Rondonópolis e Cuiabá. Eles são suspeitos de coletar informações de pacientes internados nas UTIs de todo país e ligar para as vítimas aplicando os golpes.

A investigação foi iniciada pela Polícia Civil do Amazonas, que identificou uma quadrilha que aplica o “Golpe da UTI”. A operação é uma ação conjunta das polícias do Amazonas e do Mato Grosso.

Segundo as investigações, os criminosos se passam por médicos para conseguir informações sobre pacientes internados. Eles ligam para as famílias dos pacientes e inventam procedimentos urgentes que devem ser pagos.

Três integrantes da quadrilha já estão presos no presídio Mata Grande, em Rondonópolis. Eles são apontados como os responsáveis pelos golpes aplicados.

Em 20 dias de investigação, foram identificadas 10 vítimas em Manaus. Também há vítimas em Goiás, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Pará.

As investigações se iniciaram há cerca de 2 meses a partir de interceptações telefônicas que apontaram que o núcleo operacional da quadrilha (José Divino e Diego Gabriel) operava de dentro da penitenciária de Mata Grande em Rondonópolis.

Os criminosos, se passando por médicos, mantinham contato com familiares de pacientes internados em utis de grandes hospitais do amazonas e solicitavam quantias em dinheiro sob o pretexto de realizar exames de urgência.

As vítimas eram escolhidas entre pessoas com condições financeiras de arcar com as despesas a exemplo de terem sido prejudicadas dois jornalistas de duas grandes emissoras de tv e um preparador físico de um grande clube de futebol paulista.

Outros 9 integrantes da Organização Criminosa operavam no núcleo financeiro e ficavam responsáveis por ceder as contas bancárias utilizadas para o recebimento de valores oriundos dos golpes.

O lucro mensal dos golpes praticados em todo país ultrapassava a cifra de 200 mil reais.

A Operação conta com apoio de mais de 50 policiais da Coordenadoria de Inteligência, Polícia Civil do Mato Grosso, Derfd de Rondonópolis, grupo de operações especiais e setor de Inteligência penitenciaria, tendo sido realizada uma revista no presídio.