A Polícia Civil do Amazonas e o Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM) deflagraram, na tarde de segunda-feira (11/02), por volta das 16h, a operação “Nota Zero”, que culminou nas prisões, em flagrante, de Anthony Rodrigues Borges, 48; Jorcilande Santos Porto, 39, e Marlisson Silva de Meneses, 33, envolvidos em esquema criminoso de venda de certificados falsificados de Curso de Movimentação de Produtos Perigosos (MOPP).

O resultado da operação foi apresentado durante coletiva de imprensa realizada na manhã de terça-feira (12/02), às 11h, no prédio da Delegacia Geral. Os delegados Rafael Allemand e Raul Augusto Neto, titulares, respectivamente, da 5ª Seccional Centro-Sul e do 12º Distrito Integrado de Polícia (DIP), e o coordenador do Núcleo Especializado de Operações Trânsito (Neot) do Detran-AM, David Fernandes, participaram da coletiva.

Na ocasião, o coordenador do Neot explicou que o curso MOOP é exigido para motoristas que irão exercer atividade remunerada, compreendidas pelas categorias D e E, utilizadas para o transporte de cargas perigosas.

“A fraude foi detectada quando uma demanda muito grande desses certificados do curso MOOP foi apresentada no Detran-AM e o técnico percebeu que o documento era falsificado, momento em que foram realizadas as primeiras diligências. Quando foi confirmado que o documento era falsificado, o caso foi repassado ao 12º DIP. Esse curso é realizado para pessoas que irão trabalhar na atividade de transporte de produtos perigosos e é ministrado pelo Serviço Social do Transporte (Sest) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat)”, declarou David Fernandes.

Diligências – Os policiais civis do 12º DIP efetuaram a prisão de Jorcilande em via pública, na rua Ibicaré, conjunto Amazonino Mendes, bairro Novo Aleixo, zona norte da capital. Marlisson foi interceptado na casa onde morava, localizada no bairro Cidade de Deus, zona norte. Já Anthony foi preso na residência dele, na rua Ayres de Almeida, bairro Raiz, zona sul de Manaus.

Segundo o titular do 12º DIP, durante as diligências a equipe de investigação da unidade policial prendeu Jorcilande no momento em que ele iria fazer a entrega de um certificado falso. O infrator levou os policiais até à casa de Marlisson, que atuava como intermediador nas encomendas dos certificados. Na residência de Marlisson também funcionava uma gráfica. No lugar, foram encontrados mais documentos falsificados.

Após a prisão de Marlisson, ele conduziu a equipe até à casa de Anthony que, de acordo como o titular do 12º DIP, é o líder da quadrilha. Na residência do infrator foram encontrados vários certificados de MOPP usados para a troca de habilitação junto ao Detran-AM. 

“Após constatar que alguns certificados eram emitidos de forma ilícita, a 5ª Seccional Centro-Sul determinou que o 12º DIP prosseguisse com as investigações em torno do caso. Localizamos e constatamos que algumas pessoas que utilizavam os certificados falsos eram vítimas e elas colaboraram com as investigações. Conseguimos na tarde de ontem localizar os infratores e efetuar as prisões em flagrante. Estamos averiguando quantos certificados falsificados foram lançados no mercado”, disse Raul Augusto Neto.

O titular do 12º DIP informou que o grupo possuía um dispositivo portátil de armazenamento de dados, conhecido como HD externo, contendo as informações originais dos certificados. A partir disso, Anthony cobrava valor aproximado de R$ 600 por documento. “Após receber o dinheiro, Anthony ficava com R$ 300 e o restante ele dividia com os demais integrantes da quadrilha. O grupo conseguiu um carimbo com a marca d’água do Sest Senat. O HD externo, onde ele mantinha informações de diplomas originais, era utilizado para confeccionar os documentos falsificados”, esclareceu.