Portadores de necessidades especiais digitalizam mais de 2,5 milhões de documentos no TCE - Fato Amazônico

Portadores de necessidades especiais digitalizam mais de 2,5 milhões de documentos no TCE

Regulamentado pela resolução n° 2 do Tribunal de Contas do Estado (TCE), de 24 de janeiro de 2013, a Fábrica de Digitalização do TCE, composta por portadores de necessidades especiais — ligados à Associação de Deficientes Físicos do Amazonas (Adefa) —, atingiu a marca de 2,5 milhões de documentos digitalizados ,este ano, o que demonstra a celeridade do setor.

Com um total de 20 colaboradores deficientes, entre eles, 16 surdos, três cadeirantes e uma intérprete atuando no setor, contratados a partir de um termo de cooperação técnica entre o TCE e a Adefa, a Fábrica de Digitalização funciona nas dependências do TCE, no prédio principal, digitalizando processos e documentos físicos, com a finalidade de diminuir a quantidade de tramitação de papel nas dependências da corte de Contas.

De acordo com o chefe setor, Moacyr Miranda Neto, a nova marca é fruto de grandioso esforço, empenho e concentração dos colaboradores. “Digitalizamos todas as prestações de contas anuais (referentes a 2014), que deram entrada no final de março, em torno de 15 dias, um feito inédito, pois nos anos anteriores, levamos aproximadamente 30 dias para concluir o serviço”, revelou o Moacyr.

Moacyr Miranda Neto destacou ainda que a importância do setor ultrapassa as questões ambientais e de celeridade, uma vez que a fábrica de digitalização é uma porta que o TCE abre para a inclusão social. “Eles são contratados pela Adefa, por meio de uma parceria firmada com o TCE. Basta estar cadastrado na entidade, ser maior de idade, ter concluído nível médio e possuir noções de informática básica que pode vir a ser funcionário nosso”, destacou.

Salários chegam a R$ 2 mil

Por meio do termo de parceria, o TCE repassa à Adefa R$ 36 mil por mês para serem repassados como salário aos colaboradores, que recebem de R$ 1.280,00 a R$ 2 mil, vale-transporte, salário-alimentação, além de serem assistidos pelo serviço médico, odontológico e social do TCE.

Ao falar dos portadores de necessidades especiais que atual no TCE, o conselheiro-presidente, Josué Filho, destacou a importância deles para a instituição.

“O TCE é uma casa no sentido literal da palavra. É um Tribunal que não serve somente para multar. Ele ensina por meio da Escola de Contas, orienta e dá oportunidade de trabalho, como faz com os membros da Adefa, com os menores aprendizes e com os estagiários de nível superior e agora com os de nível médio. Eles são fundamentais para o processo de celeridade pelo qual a corte vem passando”, comentou Josué.