“Prédios abandonados em Manaus correm risco de desabamento”, alerta Serafim - Fato Amazônico


“Prédios abandonados em Manaus correm risco de desabamento”, alerta Serafim

O deputado Serafim Corrêa (PSB) chamou a atenção do poder público, nesta quarta-feira, 02, para o risco de vida que os ocupantes de prédios abandonados em Manaus correm diariamente. Segundo ele, a maioria dos imóveis abandonados pertencem às esferas federal, estadual e municipal e, ao menos dois deles, estão tomados por moradores de rua.

“Cada esfera de poder deve, urgentemente, tomar as medidas cabíveis para solucionar esse problema”, defendeu Serafim, alertando que os  prédios do antigo Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social (Inamps), localizado no cruzamento das ruas Quintino Bocaiúva e Guilherme Moreira e o da antiga Casa do Estudante da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), na rua Barroso, no Centro da cidade, além de estarem em total situação de abandono, estão sendo o lar  de diversos moradores de rua.

Conforme o líder do PSB, o  antigo Edifício Tartaruga, localizado na Marquês de Santa Cruz com a Floriano Peixoto; o prédio da  antiga Câmara Municipal de Manaus (CMM), localizado na Sete de Setembro e a Biblioteca João Bosco Pantoja Evangelista, na rua Costa Evangelista também estão em estado de abandono e correm risco de desabamento.

“Todos esses imóveis correm o risco de incêndio, e de pessoas inocentes perderem a sua vida, como, lamentavelmente aconteceu em São Paulo. É preciso que o poder público cuide do que é seu. Se esses órgãos decidirem deixar os moradores de rua vivendo nesses prédios, que a eles deem o mínimo de condição digna de moradia, porque nos moldes em que estão ocorrendo essas ocupações o risco de uma tragédia é grande”, concluiu.

Em São Paulo, na terça, 1º, o edifício Wilton Paes de Almeida, de 24 andares, que abrigava 146 famílias irregularmente, desabou após um incêndio, onde uma pessoa identificada como Ricardo, acabou morrendo no local e outras 44  ainda estão desaparecidas. O imóvel, apesar de já ter sido sede da Polícia Federal, estava em péssimas condições e pertencia ao Governo Federal.