Presidente Ari Moutinho é homenageado pela faculdade Martha Falcão - Fato Amazônico

Presidente Ari Moutinho é homenageado pela faculdade Martha Falcão

Desembargador participou de noite de homenagens nesta quarta-feira, no auditório da Faculdade Martha Falcão, com a presença de alunos do curso de Direito da instituição e representantes da área jurídica estadual

O presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), Ari Jorge Moutinho da Costa, foi homenageado nesta quarta-feira (2) pela Faculdade Martha Falcão, no auditório da instituição, pela contribuição que vem prestando à sociedade acadêmica do Amazonas ao longo de sua carreira jurídica no Estado.

A diretora geral da faculdade, Nely Falcão de Souza, disse que era um momento de grande honra para a instituição homenagear o desembargador Ari Moutinho. “O currículo do desembargador não consegue resumir toda a contribuição desse magistrado para o nosso Estado. Ele é um homem que, certamente, serve de grande exemplo para o meio acadêmico”, disse Nely Falcão.

Emocionado, o presidente do TJAM falou da trajetória de vida da diretora e declarou estar feliz com a homenagem feita pela instituição. “Nesses mais de 38 anos de magistratura tenho me dedicado, com todas as minhas energias, para fazer o melhor pelo Poder Judiciário amazonense. No próximo 4 de julho estarei deixando a Presidência do Tribunal de Justiça do Amazonas, consciente de que cumpri fielmente o meu dever, com honradez, dignidade e justiça”, disse o desembargador.

Em seguida, Ari Moutinho recebeu a Medalha Martha Falcão das mãos da diretora, que explicou que a honraria é concedida a personalidades que se destacam no meio acadêmico, cultural ou político e que desenvolvem relevantes ações em prol da sociedade. “Essa homenagem soma a tantas outras que venho, muito feliz, recebendo. Eu a dedico a todos vocês, alunos de Direito, presentes nesse auditório, que serão meus futuros colegas”, agradeceu o presidente.

O encontro, que reuniu alunos e professores do curso de Direito da instituição, e representantes do TJAM, Ministério Público do Estado (MPE/AM), Defensoria Pública do Estado (DPE/AM) e da Ordem dos Advogados dos Brasil Secccional Amazonas (OAMB/AM), seguiu com palestras acerca do tema “Carreiras Jurídicas”, com os convidados Carlos Fábio Braga Monteiro, promotor de justiça; Marco Aurélio Choy, vice-presidente da OAB/AM; José Ricardo Trindade, defensor público geral; além do desembargador Ari Moutinho.

Magistratura

Falando sobre a carreira da magistratura, o presidente Ari Moutinho comentou sobre os méritos e dificuldades de seguir a carreira, mais especificamente no Amazonas, onde o magistrado inicia sua trajetória em comarcas do interior do Estado, ainda carente de estrutura física e da falta de juízes.

“Temos 62 comarcas em nosso Estado e aproximadamente 146 juízes. Como todos sabem, há a necessidade de se realizar concurso público para o ingresso na carreira da magistratura. Ao receber o TJAM, fiquei assustado com a proporção da carência de juízes e com o fato de o Tribunal não realizar o referido concurso há quase dez anos”, comentou o desembargador, que em sua gestão está realizando o concurso público para juízes.

O presidente afirmou que o magistrado, no interior do Estado, é o grande pacificador social. “Quando há a presença de um juiz em um município, principalmente ao lado de um promotor de justiça e de um defensor público, o nível de criminalidade cai naquela cidade”, disse.

Sobre a carreira da magistratura, o presidente ressaltou que é uma escolha fascinante, apaixonante e de grande responsabilidade. “A função de julgar requer muita dedicação, imparcialidade e responsabilidade. A decisão de um magistrado envolve vidas e ele deve estar atento para que ela seja justa”. O desembargador Ari Moutinho falou também sobre os percalços da carreira, pois o juiz, com suas decisões, também é apontado e julgado pela mídia e sociedade.

“O juiz tem que constantemente fazer reflexões. A nossa responsabilidade é grande; temos que saber conduzir, sem parcialidade, o nosso trabalho. O julgamento de um magistrado não pode ser influenciado pela mídia ou opinião pública”, enfatizou, ressaltando que o juiz tem que julgar pelo tribunal da sua consciência e conforme as leis.

O presidente do TJAM lembrou que apesar de algumas crises enfrentadas pelo Poder Judiciário em todo o Brasil, este continua sendo o Poder em que a sociedade mais acredita. “Ainda há uma grande esperança, do ser humano, em procurar o Poder Judiciário; a sociedade acredita na justiça”, completou.