Presidente do TJAM decide mudar sede do Fórum de Coari - Fato Amazônico

Presidente do TJAM decide mudar sede do Fórum de Coari

Após ser informada pelos magistrados da Comarca de Coari (a 363 quilômetros de Manaus) sobre a existência de rachaduras, trincas, vazamentos e elevado gotejamento no prédio Fórum Desembargador Cândido Honório Soares Ferreira, a presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), desembargadora Graça Figueiredo solicitou junto ao departamento de engenharia do tribunal, uma perícia onde foram constatadas graves problemas estruturais no local, optando por mudar a sede do fórum para outro prédio em parceria com a prefeitura do município.

Os trabalhos periciais atestaram que existe a possibilidade de acidentes, dada a constatação de problemas graves nas estruturas de sustentação do imóvel, conforme assinala o laudo técnico: “Presença de material orgânico e forte perda de água, indica que o solo possui vazios que permitem a movimentação do aterro. Com essa movimentação do aterro e a existência de vazios, as fundações estão sofrendo esforços extras, assim como alguns trechos de vigas baldrame possivelmente estão ficando sem sustentação do solo”. Este é um dos trechos do laudo pericial que conclui sobre o perigo de que ali possa ocorrer um acidente de proporções, acaso não sejam tomadas urgentes medidas.

A presidente do TJAM determinou que ocorresse de imediato a mudança para um espaço mais adequado e seguro, de maneira a resguardar a vida e a integridade física dos magistrados, membros do Ministério Público, servidores e público em geral.

Para isso o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) firmou parceria com a prefeitura daquele município, a fim de procurar resolver o problema de forma imediata enquanto demanda providências para resolver o grave problema técnico encontrado e apurar responsabilidades.

Graça Figueiredo agendou para esta semana a mudança, determinando a interdição do atual imóvel. “Trata-se de uma providência que temos que tomar com urgência a fim de resguardar a integridade física dos magistrados, servidores, serventuários e público em geral, bem assim de todo o patrimônio público móvel que guarnece o prédio público de que ora se trata”, explicou a presidente.