Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Com a aproximação do Natal e do Ano Novo, a solidão entre os presidiários aumenta. A ausência dos familiares traz um clima de tristeza entre os detentos, principalmente para aqueles que vieram transferidos de cidades distantes de suas casas. Essa realidade, no entanto, foi amenizada na Unidade Prisional Avançada de Indaial (UPA) no interior de Santa Catarina. Em uma ação conjunta com o presídio, os alunos do 1º e 2º anos do Colégio Adventista de Indaial, no Vale do Itajaí, escreveram e entregaram cartas com mensagens de superação e esperança aos presos.

Elas foram direcionadas para 55 detentos do regime semiaberto e 15 do regime fechado. Estes últimos foram selecionados pela direção do presídio por não receberem visitas dos familiares há alguns meses, e até anos.

Entre os presos que receberam as cartas estava Israel Modesto. Ele foi transferido de Chapecó, no Oeste do Estado, e não recebe visita da família há mais de um ano. “Fiquei muito feliz mesmo, contente por isso, porque vem alguém lá de fora, que nem da família da gente é, para fazer uma coisa dessa. Mesmo estando preso, a gente foi considerado como ser humano por esses alunos. Eu até derramei umas lágrimas”, se emociona Modesto.

Para o chefe da guarda da Unidade Prisional de Indaial, Rodrigo Pinho, a ação dos estudantes é gratificante porque é uma demonstração de afetividade que vai auxiliar no processo de ressocialização dos detentos, já que após cumprir as penas eles voltarão para uma vida em liberdade.

Já o diretor do Colégio Adventista, Marlon Oliveira, conta que o ato de bondade também trouxe benefícios aos estudantes.“Os adolescentes viram o quanto é importante tirar um tempinho de nossa vida para fazer o bem. No término da visita, os alunos voltaram super animados para o colégio e motivados para levar esse espírito de solidariedade adiante. Eles sentiram na prática como é estudar em uma instituição com valores cristãos. Com certeza, foi uma bênção pra nós da escola e também para a comunidade”, avalia Oliveira.


Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •