Nós sabemos que você [Gabriel Davidovich] é o rabino da Amia”, afirmaram os assaltantes que roubaram dinheiro e pertences pessoais antes de fugirem, acrescentou a Associação.

O presidente da Delegação de Associações Israelitas Argentinas (Daia), Jorge Knoblovits, denunciou o que considerou ser “um ato antissemita”, num país onde são pouco frequentes este tipo de ataques.

“No mundo, há muito espaço para a ignorância e, onde há ignorância, há espaço para os antissemitas”, realçou Knoblovits.

Segundo a agência noticiosa France-Presse (AFP), Gabriel Davidovich encontrava-se em casa com a sua mulher quando sete desconhecidos entraram.

“Apesar de não oferecer resistência ao roubo, eles [os agressores] atiraram-no ao chão, fraturaram-lhe nove costelas e desfiguraram-no”, explicou Knoblovits.

As autoridades abriram uma investigação para identificar os atacantes, indicou a AFP.

A agressão ocorreu após a profanação de nove túmulos num cemitério judeu na província de San Luis no fim de semana.

A Argentina acolhe a segunda maior comunidade judaica do continente americano, logo a seguir aos Estados Unidos.

A comunidade judaica residente na Argentina integra atualmente 190.000 membros contra os 300.000 que estavam registados há 20 anos.

A diminuição coincidiu com a grave crise económica que atingiu a Argentina em 2001, e que levou muitos judeus argentinos a exilarem-se.

Em Jerusalém, o primeiro-ministro israleita Benjamín Netanyahu, condenou o ataque, em comunicado divulgado pelo seu gabinete.

“Desejo uma rápida recuperação ao grande rabino da Argentina, Davidovich, e a sua mulher, que foram brutalmente agredidos”, lê-se no comunicado do chefe do Governo israelita.

Netanyahu disse ainda que não se deve permitir “que o antissemitismo volte a levantar a levantar a cabeça”, e “exortou a comunidade internacional “a atuar contra estes atos”.

(DIÁRIO DE NOTÍCIAS)