O espanhol Carlos García Juliá, condenado a 193 anos de prisão por ser um dos autores de um atentado a um escritório de advocacia em Madri ocorrido em 1977, foi preso na quarta-feira (05/12) em São Paulo por agentes da Polícia Federal (PF) a pedido da Interpol.

A superintendência da PF e policiais espanhóis que participaram da operação que culminou com a prisão do terrorista de ultradireita concederão amanhã uma entrevista coletiva para dar os detalhes sobre o caso e a possível extradição de Juliá, de acordo com fontes da embaixada da Espanha em Brasília.

O terrorista tinha 24 anos quando cometeu um atentado a tiros dentro de um escritório de advogados trabalhistas e de militantes do ainda ilegal Partido Comunista da Espanha. Ele e José Fernández Cerra foram condenados pela Audiência Nacional do país a 193 anos de prisão como autores materiais de cinco assassinatos.

(EFE)