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O secretário de Estado da Produção Rural do Amazonas (Sepror), José Aparecido dos Santos, vai apresentar ao governador Amazonino Mendes projeto visando ampliar a exportação de produtos regionais, por meio do processo de liofilização, que consiste na extração de mais de 80% da água dos alimentos por sublimação, mantendo o sabor original e garantindo a conservação do produto. O assunto foi tratado pelo secretário durante reunião com o empresário Antônio Carlos Tinoco, que há mais de 20 anos trabalha com comercialização de açaí.

 

Para o empresário, autor de um livro sobre todas as possibilidades do açaí, a instalação de uma indústria de liofilização no Amazonas pode abrir as portas para muitos subprodutos, além da polpa do fruto, bastante valorizada nos mercados nacional e internacional. “As sementes podem gerar um subproduto, já com espaço no mercado chinês, que é o chá e café de açaí, provenientes das sementes do fruto. Imagina o tanto de matéria-prima que o Amazonas possui para essa indústria”, explicou Tinoco. “É um processo extraordinário que pode abrir um mercado gigantesco para o Amazonas em exportações. Açaí, camu-camu, peixes, frutas… São diversas oportunidades numa só”, reconhece José Aparecido. No caso do açaí, uma tonelada de polpa, após o processo de liofilização, vira 180 kg de pó.

 

Estudos – A indústria, de acordo com o projeto apresentado, vai ser móvel, instalada em uma balsa de 30 metros de comprimento por nove de largura. “Poderemos atuar em qualquer município do Amazonas, na safra e na entressafra. Fazendo a primeira, é uma questão de tempo o investimento do setor privado”, defende Malvino Salvador, do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam). “É uma oportunidade de grande valor, uma indústria com mercado garantido na Europa e na Ásia. Estamos otimistas porque os bons resultados já são comprovados”, revelou Malvino.

Os estudos para esse processo tiveram início nos anos 1990 e contaram com a colaboração de diversas instituições, como Universidade de Campinas (Unicamp) e Instituto Nacional de Estudos da Amazônia (INPA), entre outros.


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