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O sócio e administrador da empresa Sanko-Sider, Márcio Andrade Bonilho, ao prestar esclarecimentos à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista da Petrobras, no Senado, admitiu ter conhecido o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, dois anos após o executivo ter deixado a diretoria de Abastecimento da petrolífera.

– Tive um único contrato com a Costa Global Consultoria, que durou quatro meses. Eu estabeleci um contrato de representação com ele, para que apresentasse empresas do exterior e ampliasse o leque de oferta de produtos no Brasil […] Durou apenas quatro meses. Ele prospectaria empresas. Mas passaram os quatro meses e não teve negócio nenhum – disse.

Negócios com Youssef

Bonilho também admitiu ter feito negócios com Alberto Youssef, que atuou como espécie de representante comercial, intermediando negócios e recebendo por comissão, conforme o êxito da negociação, mas negou ter feito negócios irregulares. No total, ele reconheceu ter pago cerca de R$ 37 milhões em comissões pela intermediação com empresas, inclusive empreiteiras.

Márcio Bonilho informou que conheceu Youssef há quatro anos como empresário do setor de turismo e homem com "bom tráfego entre as construtoras".

A explicação não convenceu o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que o acusou de ter contratado um doleiro para ser vendedor:

– O senhor sabia que se tratava de um doleiro e não de um empresário. Se contrata uma pessoa, o mínimo a fazer é entrar na internet. Se tivesse feito, veria o nome dele em outras ações criminais que ele respondia – afirmou.

Para o deputado, o dinheiro pago ao doleiro incluía comissão também, mas a maior parte era do "propinoduto".


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