Os primeiros 40 dias do ano foram marcados por uma enxurrada de denúncias contra a dramática situação de falência da saúde no estado. As mazelas dos Prontos-Socorros 28 de Agosto de Platão Araújo – dois dos mais importantes de Manaus – foram mostrados fartamente.

O PS João Lúcio, referência médica na área de  politraumatismo, não é exceção do macabro e tenebroso pesadelo que ronda a saúde no Amazonas.

Segunda-feira, 11, dia de muita chuva em Manaus, os corredores do João Lúcio foram invadidos por uma correnteza de água.

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No último final de semana, o Platão Araújo ficou por mais de duas horas sem energia elétrica e na hora de por para funcionar o grupo gerador daquela unidade de urgência e emergia não tinha combustível. Por muito pouco, os pacientes internados na UTI escaparam do pior.

Na UTI do PS 28 de Agosto são tantos os problemas que, agora, a unidade passou a ser chamada de cacareco intensivo de saúde. Vasos sanitários, pias interditados, piso no cimento, além de pouca gente para trabalhar, são alguns exemplos do processo de abandono e do angustiante dilema do pronto-socorro.