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A cerimônia de apresentação do relatório técnico da primeira fase do trabalho realizado pelo escritório internacional em consultoria de segurança Giuliani Security & Safety (GSS), contratado pelo governo do Amazonas por R$ 5 milhões, foi recheada de pompas a começar pelo local escolhido para o grande evento.

No Centro Cultural Palácio Rio Negro, construído no início do século XX, em estilo eclético, pelo arquiteto italiano Antonio Jannuzzi (1855-1949), para ser residência particular do comerciante da borracha, o alemão Waldemar Scholz (Wikppédia), o tão esperado relatório foi apresentado e lido para o governador Amazonino Mendes e seus convidados – representantes das Forças Armadas, governador de Rondônia, Daniel Pereira e muitos outros dos mais graduados de alto coturno, como o vice-governador Bosquinho Saraiva.

Na tarde de quarta-feira, 27, a atmosfera nos corredores da monumental e bela obra arquitetônica do século XX era de muita expectativa. Todos queriam conhecer qual a fórmula encontrada pelo badalado Rudolph William Louis Giuliani, dono  da Giuliani Security & Safety (GSS), para livrar o Amazonas do horror da violência, apontada pelos institutos de pesquisas como a chaga que mais cresce em todo território nacional.

No momento da revelação do tão esperado relatório, nada de concreto, infelizmente. Rudolph Giuliani, entregou ao governador tão somente, conforme informação da Agência de Comunicação do Governo (Agecom),  as recomendações para as próximas etapas do projeto de modernização e melhoria do sistema de segurança pública do Amazonas, cujo o objetivo é a redução da criminalidade.

Amazonino Mendes, como indisfarçável sorriso de “Amélia”, disse que o Amazonas abriu um marco na história do combate à criminalidade no país. “É um trabalho que vai trazer os resultados, se Deus quiser, para esta parte do Brasil que hoje vive um dos momentos mais perigosos de sua existência com a aproximação cada vez maior das ações do tráfico”, comentou o governador.

Diante do seleto e impaciente grupo de convidados, todos curiosos por saber da grande nova, Amazonino caprichou no discurso, sempre enfático nos elogios à Giuliani Security & Safety (GSS), revelando-se num marqueteiro, por assim dizer.

“Agora, mais do que uma honra, é a simples certeza de que, em cumprindo as recomendações desta equipe admirável, levaremos para os nosso póstumos ou até para nós mesmos um mundo melhor.  Estaremos aqui firmes, decididos a executar de forma técnica, correta, essa política, porque estamos perdendo, inclusive, a soberania, dentro do nosso país”, comentou o governador, em reunião com a cúpula de segurança e Forças Armadas do Brasil.

No meio do discurso, quando muitos dos impacientes convidados já ensaiavam um cochilo, com longos e inevitáveis bocejos,  Amazonino resolveu, finalmente, trocar os elogios para dizer que um dos pontos apontados por Giuliani no desenvolvimento do projeto é a criação do Banco de DNA.

O efeito da “bombástica” e inesperada informação foi imediato, os que cochilavam e bocejavam logo foram despertados do doce e suave sono, enquanto o entusiasmado governador soltava outra pérola:

“Nós temos que aumentar o quadro. Nós temos um contingente pequeno da PM, na PC. Eles (norte-americanos), inclusive, ficaram impressionados como é que as nossas policias ainda conseguem funcionar porque é muito pouco (efetivo)”.


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