David Alcolumbre e Renan polarizam a disputa

Renan Calheiros (MDB-AL) anuncia em discurso no plenário do Senado que retira sua candidatura à presidência do Senado.

O plenário do Senado vaiou quando Renan disse que o processo não era democrático e retirou sua candidatura.

A eleição para a escolha do nome que comandará o Senado nos próximos dois anos foi adiada para este sábado (2), após mais de cinco horas de manobras regimentais, bate-bocas e até o “roubo” da pasta de condução dos trabalhos na sessão desta sexta-feira (1°).

A confusão que marcou o primeiro dia continua presente no plenário do Senado. Depois do discurso de todos os candidatos, começou a primeira votação para a eleição do presidente da Casa. Ao final, foram constatadas 82 cédulas de votação para 81 senadores. Após muito bate-boca, a Mesa Diretoria decidiu por uma nova votação.

“Não sou Jean Wyllys. Não vou renunciar ao meu mandato. Vou ficar aqui no Senado. Para demonstrar que esse processo não é democrático, eu queria lhes dizer que o Davi não é Davi. Davi é Golias. É o novo presidente do Senado e eu retiro minha candidatura”, afirmou, referindo-se primeiro ao deputado do Psol que renunciou ao mandato por sofrer repetidas ameaças de morte e depois ao agora favoritíssimo candidato a presidente da instituição, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Renan Calheiros retirou a candidatura quanto os senadores participavam da segunda votação secreta. Neste momento, alguns parlamentares defendem a a anulação da votação em curso, que consideram prejudicada pelo fato de o nome do político alagoano constar da cédula.