O apresentador do programa Cidade Alerta Ronaldo Tabosa, eleito vereador nas eleições de 2012 pelo PP, mas que acabou perdendo a vaga para a suplente Glória Carratte (PSD), por decisão liminar em dezembro do mesmo ano do juiz Marco Antônio Pinto da Costa, do TRE-Am, dias antes dele ser diplomado, poderá virar o jogo no Tribunal Superior Eleitoral e assumir sua cadeira na Câmara Municipal de Manaus.

O Recurso Especial Eleitoral, que este mês transitou numa velocidade, já está no gabinete do ministro João Otávio de Noronha, relator do processo que poderá tirar Glória Carratte, da CMM.

Em agosto do ano passado o Pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) cassou, por maioria dos votos o diploma de Ronaldo Tabosa (PP), eleito nas eleições de 2012. Vereador eleito ele estava afastado liminarmente do cargo, que é ocupado atualmente pela suplente da coligação, vereadora Glória Carrate.

A vereadora recorreu da expedição do diploma de Tabosa e alegou que ele não poderia ter disputado as eleições por estar inelegível com base na Lei da Ficha Limpa (Lei 135/2010). Em junho do ano passado a relatora do recurso, juíza federal Maria Lúcia Gomes, negou provimento ao recurso. O juiz Marco Pinto da Costa pediu vista votou pela cassação.

Para o cargo de vereador pelo qual foi eleito no voto pelo povo, Tabosa, resolveu então ingressar com Recurso Especial, no Tribunal Superior Eleitoral.

Uma vitória contra Carrate

Na batalha contra Glória Carratte, segura na CMM, por uma decisão do TRE-Am, Ronaldo Tabosa, em outubro do ano passado conseguiu uma vitória no Tribunal Regional Eleitoral.

O juiz eleitoral Abraham Peixoto, titular da 65ª Zona Eleitoral, ele julgou improcedente a Ação de Impugnação de Mandato Eleitoral (Aime) movido pela então suplente da coligação, Glória Carratte, que pedia a perda de mandato de Tabosa.

Na sua decisão Abraham, diz que “as interpretações conferidas pela autora aos documentos são frágeis e não podem servir de base à impugnação de um mandato eletivo, sobretudo porque estão desacompanhada de qualquer elemento de prova robusta ou segura para se chegar às conclusões por ela apresentadas, e também porque não comprovam a existência de qualquer abuso de poder econômico, fraude e captação ou gasto ilícito de recursos para fins eleitorais”.