Rotta lamenta veto presidencial à MP 660 e critica desinteresse do governo com a Suframa - Fato Amazônico

Rotta lamenta veto presidencial à MP 660 e critica desinteresse do governo com a Suframa

O subcoordenador da bancada do Amazonas no Congresso Nacional, deputado federal Marcos Rotta (PMDB-AM), lamentou o veto presidencial ao artigo 9º da MP 660/2014, que realinha a carreira dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), publicado no Diário Oficial da União (DOU), nesta segunda-feira (11).

O veto ainda será analisado em sessão conjunta do Congresso Nacional, com data a ser confirmada, onde a bancada amazonense tentará convencer o Plenário pela promulgação do artigo.

A MP 660, além de reestruturar a carreira de mais de 700 servidores da Suframa nos estados da Amazônia Ocidental, propõe o reajuste dos vencimentos de forma escalonada, acabando de vez com o congelamento de salários desde 1991. O impacto previsto aos cofres da União é de R$ 32 milhões, no primeiro ano.

Com a publicação no DOU, a categoria já sinalizou uma greve geral, por tempo indeterminado, que pode prejudicar as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) e os trabalhadores. A estimativa de prejuízo diário com a paralisação é de R$ 150 milhões por dia.

Marcos Rotta destacou que o veto à MP 660, além de ter sido uma grande injustiça aos servidores da Suframa, pode desencadear uma crise política no maior modelo de desenvolvimento econômico da região Norte, que já sofre com o contingenciamento de seus recursos, na ordem de R$ 3 bilhões. Para ele, o Governo não tem levado em consideração a importância da Suframa e de seus técnicos para a manutenção da Zona Franca de Manaus.

“O Governo prefere perder R$ 150 milhões por dia, que é o valor estimado para cada dia de paralisação dos servidores Suframa, do que gastar R$ 32 milhões, que é o impacto anual que a MP 660 terá nos cofres da União. Isso é uma distorção, uma grande injustiça, que precisa ser corrigida pelo Congresso Nacional. Se o Governo não tivesse contingenciado os recursos da Suframa por vários anos, todo esse processo desgastante seria desnecessário”, afirmou.