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Os cursos profissionalizantes desenvolvidos pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e  Umanizzare Gestão Prisional  ganham cada vez mais adeptos dentro das unidades prisionais do Estado. O conhecimento em áreas específicas traz uma série de benefícios para a vida dos internos, a principal delas a ressocialização e a reinserção dos reeducandos no mercado de trabalho, após o cumprimento da pena.

O reeducando do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), Leandro Pereira, está apto a trabalhar em manutenções de ar condicionado, após três meses de curso.  Para ele, ter noção do funcionamento e das novidades do mercado de trabalho é um grande incentivo.

“Além da remição de pena, o projeto nos motiva a aprender cada vez mais. As aulas práticas, devido à qualidade dos materiais e ferramentas disponíveis, são as mais interessantes. Gosto também da forma como a técnica é ensinada, misturando a teoria educacional com temas nas áreas de física, matemática e legislação trabalhista”, declara.

Esta semana foi à vez de 24 internas do Centro de Detenção Provisório Feminino (CDPF) receber certificados pela qualificação nos cursos de Depilação, Design de Sobrancelhas e técnicas em Biscuit.

As aulas fazem parte dos cursos oferecidos pelos Projetos: Espaço Lisbela e Espaço Terapêutico.  A instrutora Francimeire Costa, responsável pelo curso de Biscuit, abordou técnicas de tingimento, modelagem com massa para MDF e revestimento.

Nas aulas práticas, as reeducandas confeccionaram porta guardanapo, chaveiros com temas variados, ímãs de geladeira, caixas em MDF para ser utilizadas como porta maquiagem ou joias.

Já a instrutora Marinez Costa, responsável pela qualificação das internas matriculadas no projeto Lisbela, aplicou aulas teóricas e práticas utilizadas como, autopreenchimento,  pigmentação e design  nas sobrancelha, além de técnicas de depilação corporal, exceto depilação intima.

As professoras ressaltaram a importância de, no contexto prisional, explorar a capacidade das reeducandas de se desenvolverem. “É necessário entender as dificuldades e limitação de cada uma para ensinar o ofício. É preciso incentivo, mostrando que o curso é uma ponte de entrada para as infinitas possibilidades que a reeducanda tem e deve buscar”, disse Marinez.


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