Mais de 600 mil amazonenses continuam sem assistência médica no interior do Amazonas. A afirmação é do presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (COSEMS-AM), Januário Neto, que, na última segunda-feira (28/01), durante reunião com médicos formados no exterior, informou que ainda estão abertas 217 vagas que não foram preenchidas no programa Mais Médicos no estado.

“O Governo Federal prorrogou, pela segunda vez, o prazo para inscrição e apresentação de médicos formados no Brasil. Agora, somente no dia 12 de fevereiro teremos uma resposta oficial do poder público sobre quais municípios receberão os médicos do programa. Vale lembrar que 23 municípios amazonenses continuam sem nenhum médico em seus quadros”, destacou Januário Neto.

O presidente do COSEMS-AM também lembrou que essa situação já perdura por três meses, desde que o governo de Cuba retirou seus profissionais do programa Mais Médicos.

“O que vem preocupando todos os secretários municipais de Saúde é que o volume de pessoas sem assistência médica está aumentando e as transferências desses pacientes para Manaus vai começar a congestionar o sistema na capital e parece que as autoridades não estão atentas a esse risco de colapso”, lamentou.

Enquanto isso, somente no Amazonas, mais de 120 médicos formados no exterior estão se mobilizando para terem o direito de entrar para o programa Mais Médicos.

“É uma situação que já deveria ter sido normalizada, mas, por duas vezes, o Governo Federal prorroga a entrada desses profissionais no programa e quem sofre as consequências é a população mais humilde do interior do nosso estado. O COSEMS-AM está comprando essa briga e vai procurar a bancada amazonense em Brasília para pedir o apoio dos parlamentares. Acreditamos que nossos representantes entenderão a importância e urgência deste pleito”, disse Januário.