A primeira palestra preventiva do ano letivo, da Gerência de Atividades Complementares e Programas Especiais (GACPE), ocorreu nesta terça-feira (25), sobre a prevenção à violência, bullying e abuso sexual. Pelo menos 34 alunos do 5º ano do Ensino Fundamental, da Escola Municipal Cândido Honório, bairro Alvorada, zona Oeste da cidade, participaram da palestra.

A ação é uma das prioridades da Secretaria Municipal de Educação (Semed), que abrange toda rede municipal de ensino, buscando identificar e prevenir os diversos casos, como violência, abuso sexual, bullying, violência escolar, violência doméstica, drogas, pedofilia, entre outros assuntos que podem interferir dentro da unidade de ensino, na família e na comunidade.

Na oportunidade, a psicóloga e educadora física da Semed, Peta Pereira, foi a responsável pela palestra, que por meio de vídeos, historinhas e exemplos, sintetizou o trabalho da Semed e os cuidados que os alunos devem ter com determinadas situações.

“As palestras são um veículo de proteção para crianças e adolescentes, porque levamos conhecimentos para que os alunos possam se prevenir e se defender de todos os tipos de violência. Durante as palestras, as crianças ficam à vontade para narrar casos que acontecem com eles e, nesse momento, nós fazemos a intervenção, para que digam sempre ‘não’ e principalmente, o essencial, que é a denúncia. As crianças têm um direcionamento, para contarem com ajuda da escola em algumas situações como violência sexual, uso de drogas, enfim, os casos que prejudicam nossos alunos”, comentou.

Segundo o pedagogo da escola Cândido Honório, João Gomes, toda informação que seja proveitosa e orientadora para evitar qualquer transtorno com a comunidade escolar é válida em termos pedagógicos e no âmbito educacional dentro da rede de ensino. “No final de tudo, as crianças acabam aprendendo mais, com informações diferenciadas. Por mais que nós expliquemos na escola, um profissional vindo de fora é um diferencial e facilita que os alunos cheguem até nós para relatar alguns casos que vivenciam no cotidiano”, relatou ele.

Ainda segundo o gestor, em casos mais delicados, é feito o encaminhamento ao Conselho Tutelar correspondente, que posteriormente ficará responsável pelo andamento da situação relatada pelo aluno.

Há três anos estudando na escola, Geovana Mendonça da Silva, de 9 anos, disse que sofre de bullying dos colegas por gostar muito de leite, mas que a partir da palestra, aprendeu como lidar com esse problema e ficará mais alerta sobre qualquer situação suspeita fora do ambiente escolar. “Vou levar comigo as coisas boas que aprendi na palestra, como por exemplo, quando alguém quiser algum tipo de coisa comigo, eu tenho que dizer não sempre. Foi dito sobre algumas partes de nosso corpo que não podem ser tocados e meus pais já disseram, que quando isso acontecer é para sair de perto. Essas informações eu aprendi e vou procurar melhorar meu comportamento e estudos”, conta.