Semsa encerrou no úmtimo sábado (21),campanha de combate à sífilis em Unidades Básicas de Saúde - Fato Amazônico

Semsa encerrou no úmtimo sábado (21),campanha de combate à sífilis em Unidades Básicas de Saúde

Tendo como tema “Transmitindo amor, eliminando sífilis”, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) encerrou no sábado, (21), na UBS Leonor de Freitas, Compensa, zona Oeste, a campanha de combate à sífilis, que envolveu 165 Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A ação durou uma semana e foi dedicada aos atendimentos, com a intensificação dos testes rápidos de detecção da doença.

 Participaram da campanha mais de 1,5 mil servidores e quatro Organizações da Sociedade Civil (OSC). O encerramento oficial das atividades coincide com o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita. Para a área fluvial, a campanha tem cronograma de atendimento na Unidade Móvel Fluvial (UMF), no período de 25 a 31/10.

 A sífilis destaca o secretário municipal de saúde, Marcelo Magaldi, tem tratamento e cura e o Teste Rápido (TR) é o primeiro passo para uma cadeia de ações de prevenção, tratamento e cuidado. “É preciso que o uso de preservativo seja correto e regular porque essa é a principal medida de prevenção da sífilis e das demais infecções sexualmente transmissíveis. O teste rápido de sífilis está implantado e disponível em 140 Unidades Básicas de Saúde, sendo prático e de fácil execução, com leitura do resultado em, no máximo 30 minutos, sem a necessidade de estrutura laboratorial”, informa Magaldi.

 Dados obtidos por meio do Sistema de Notificação de Agravos (Sinan), no município de Manaus, dão conta de que em 2016 foram confirmados 440 casos de sífilis congênita. A sífilis em gestantes atingiu um total de 1.310 casos. Este ano já foram notificados 458 casos de sífilis congênita e 992 casos de sífilis em gestantes, até o dia 21 de setembro.

 Dia Nacional de Combate à Sífilis

O Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita é comemorado no terceiro sábado do mês de outubro. Foi instituído pela Lei nº 13.430 de 31 de março de 2017, mobilizando os estados, municípios, movimentos sociais e associações/sociedades/conselhos de classe para o enfretamento da doença.

 A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), causada pela bactéria Treponema pallium e, portanto, pode ser transmitida por meio da relação sexual sem uso do preservativo e da mãe para a criança, durante a gestação ou o parto. A doença tem como primeiro sintoma uma ferida (cancro mole), que não causa dor, não coça, não arde e comumente aparece nos órgãos sexuais de homens e mulheres, desaparecendo depois de um tempo. A maioria das pessoas com sífilis tendem a não ter conhecimento da infecção, podendo transmiti-la aos seus contatos sexuais. Quando não tratada pode evoluir para formas mais graves, comprometendo o sistema nervoso e cardiovascular do paciente.