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Em palestra para 630 alunos formandos da Academia Nacional da Polícia Federal, ocorrida na noite desta quinta-feira (24) em Brasília, o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB/AM), defendeu a preservação da floresta amazônica e a importância de se investir na exploração sustentável de seus recursos. Ele também falou sobre os desafios da região e da necessidade de se compensar seus moradores pelos benefícios ambientais que a floresta proporciona ao planeta.

Um desses benefícios é o fenômeno conhecido como “rios voadores”, em que uma massa de ar úmida que sai da Amazônia influencia no ritmo hidrológico, que tem consequências sobre a ocorrência chuvas e mudança no clima de outras regiões do Brasil e do mundo.

“Se hoje Mendonza, na Argentina, produz os vinhos que produz é por causa dos rios voadores, que saem da Amazônia. O mesmo acontece em países como Chile e até da Europa”, disse.

O senador também enfatizou a importância da Zona Franca de Manaus para a manutenção de 98% da cobertura vegetal do estado do Amazonas. Ele lembrou que, por isso, é preciso apoiar a prorrogação por mais 50 anos do modelo e pela compensação financeira dos ribeirinhos que mantém a floresta em pé.

“Se não fosse a Zona Franca de Manaus, não teríamos como manter a floresta com esse nível de preservação. E é preciso encontrar outros mecanismos de compensação financeira e desenvolvimento econômico sustentável para quem preserva a floresta, pois como me disse uma mãe no interior do Amazonas, se o filho dela estiver com fome, ela pode derrubar até uma castanheira”, exemplificou.

Na palestra, em que estavam concluintes – entre peritos, delegados e escrivães – do curso de Formação da Polícia Federal, o senador Eduardo Braga também falou sobre a importância da aprovação do Marco Civil da Internet e respondeu perguntas sobre logística na região e projetos do Senado voltados para a área de segurança pública.

O diretor da Academia Nacional da Polícia Federal, Sérgio Fontes, explicou que a maior parte dos formandos vai atuar na Região Norte do país e, por isso houve o convite para Eduardo Braga falar sobre o assunto.

“Sabíamos que era preciso chamar um amazônida que entendesse bastante de Amazônia para falar sobre a importância do trabalho que esses novos membros da Polícia Federal vão desenvolver naquela região”, explicou.


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