Era para ser uma prestação de contas, mas se transformou num pacote de boas notícias para os segurados de Manaus, ativos e inativos, incluindo os pensionistas. Em 2019, os servidores municipais terão acesso a uma previdência complementar. A ação vai possibilitar ao servidor formar uma reserva financeira para complementar o benefício do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).

“Isso significa se aposentar com o mesmo salário da ativa ou ainda maior, incentivando a carreira pública. Será mais uma conquista do servidor na gestão do prefeito Arthur Virgílio Neto”, resumiu o diretor-presidente da Manaus Previdência, Silvino Vieira, na abertura da audiência pública da autarquia, realizada na terça-feira, 11/12, no auditório da Secretara Municipal de Educação (Semed), zona Centro-Sul.

Na prestação de contas sobre o exercício de 2018, Silvino Vieira anunciou que a Manaus Previdência fechou o mês de novembro com R$ 968,4 milhões na sua carteira de investimentos e mantendo o equilíbrio atuarial necessário para garantir o pagamento em dia de aposentadorias e pensões, que vêm crescendo mês a mês.

“O valor equivale a um aumento de 8,35% em relação ao mesmo período no ano passado, um resultado significativo diante de variáveis que marcaram o cenário político-econômico brasileiro, além de uma taxa Selic (taxa básica de juros) de 6,5% ao ano”, destacou Vieira.

Fazendo um resumo do que estava por vir, Vieira destacou aos presentes o esforço que a gestão municipal vem fazendo para tornar a previdência saudável desde 2013, quando o prefeito Arthur Virgílio Neto assumiu o comando da cidade. “Fazer nossa carteira chegar perto de R$ 1 bilhão é muito significativo, pois exigiu de cada um de nós um esforço extra no complicado campo do mercado financeiro”, relatou. “Ainda convivemos com fundos problemáticos que herdamos de outras administrações e que são um peso nos nossos rendimentos”, disse.

De um total de 53 fundos que recebem aplicações da previdência de Manaus, 13 são problemáticos, totalizando R$ 84 milhões, o equivalente a uma participação de 8,7% na carteira. Após várias ações que iniciaram nos últimos quatro anos, a previdência já conseguiu reaver em torno de R$ 131,9 milhões aplicados nos fundos problemáticos.

Em linguagem acessível e com apoio de infográficos que auxiliam na compreensão dos assuntos, as contas da previdência foram demonstradas em três áreas consideradas nevrálgicas da instituição: investimentos, situação atuarial e concessão de benefícios, apresentadas respectivamente pelo superintendente de Investimentos, Flávio Castro, o atuário André Gouveia, e a diretora de Previdência, Daniela Benayon.