Sidney Leite chega na Sepror e demite de cara 54 servidores e manda embora até parente de adversário político de Maués - Fato Amazônico

Sidney Leite chega na Sepror e demite de cara 54 servidores e manda embora até parente de adversário político de Maués

O novo secretário de Produção Rural, Sidney Leite, chegou a Sepror e logo de cara revolveu tocar o “terror”. De acordo com fontes do site Fato Amazônico, logo de cara ele mandou para casa 54 servidores, entre assessores, coordenadores e supervisores que estavam na secretaria há anos, até mesmo uma pessoa ligada ao ex-secretário municipal de educação Humberto Michiles, foi demitida.

Fontes do Fato informaram que a pessoa demitida é Graça Pinto, prima de Humberto Michiles, e estava na Sepror há cerca de 9 anos, mas por competência e não por indicação política. Mas como o ex-secretário municipal de educação é do grupo político do atual prefeito de Maués, Pe. Carlos Góes, adversário que derrotou o grupo de Sidney Leite, na sua chegada a Secretário de Produção, uma das primeiras providências dele foi demiti a pessoa ligada a seu adversário, mostrando que a política vai continuar imperando dentro do órgão, que o governador José Melo (PROS) disse que deixaria de ser um cabide de empregos políticos.

Os servidores demitidos por Leite, que podem chegar a 209, são todos contratados pela Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Programas Sociais da Amazônia (Prosam), que diz em sua página na internet “sem fins lucrativos”, já levou milhões do governo do estado, informou aos 54 demitidos pelo novo secretário que não tinham conhecimento da demissão.

“Isso tudo é enrolação. Nem o nosso salário de março recebemos”, disse um servidor ao Fato Amazônico, informando a Prosam, é presidida por Paulo César Fontes, que na verdade é dono da instituição. “Estivemos lá para pegar a carta de demissão e assim dar baixa em nossa carteira para correr atrás de emprego e nos informaram que não tinha nada oficial a respeito de demissões”, acrescentou o leitor.

Em julho de 2011, já na administração Omar Aziz e José Melo, a Oscip, do coronel Fontes, “sem fins lucrativos” assinou duas “pequenas” parcerias com a Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Seas) com a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Programas Sociais da Amazônia (Prosam) por R$ 5.976.629,85 para execução dos programas Criança Cidadã (Creas Metropolitano) e para operacionalização e acompanhamento das ações desenvolvidas nos Centros de Atendimentos à Família (CAF’s).

Estagiários sem pagamento há meses

Os estagiários da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (ADAF), de acordo com denúncias enviadas ao Fato Amazônico estavam há mais de três meses sem receber seus vencimentos e os tickets alimentação.

Na solenidade em Autazes, a reportagem do Fato, informou a denúncia ao secretário Sidney Leite, que de imediato chamou Sérgio Muniz, responsável pela Adaf, que reconheceu o problema e garantiu que estaria sendo solucionado, mas via whatsApp, os estagiários informaram que nada foi resolvido e eles continuavam sem receber.

Sérgio Muniz, ds Adaf, disse que sabia do problema e prometeu resolver, mas não o fez

“Eles pagaram apenas um mês e ainda ficaram dois meses para recebermos”, disse um estagiário, afirmando que na Adaf receberam a informação de que os dois meses de salários atrasados não tem previsão para ser pagos. "Mandaram aguardar que em breve o problema será solucionado, mas não nos informaram quando. Hoje estamos pagando para trabalhar na Adaf", acrescentou a fonte.

A reportagem do Fato Amazônico tentou falar com Sérgio Muniz, da Adaf, a respeito dos pagamentos dos estagiários pelo celular 9884x-2x8x, mas estava fora da área de serviço.

Também tentamos entrar em contato com o secretário Sidney Leite, através da assessoria de imprensa, para ele falar a respeito da onda de demissões na Sepror, mas os celulares 9917x-9x2x e 9819x-8x4x, estavam também fora da área de serviço.