Sinpol emite nota de agravo contra tenente Soeiro da PM por agredir cidadãos amazonenses e policiais civis - Fato Amazônico

Sinpol emite nota de agravo contra tenente Soeiro da PM por agredir cidadãos amazonenses e policiais civis

Em nota assinada pelo policial civil, Moacir Maia, presidente do Sindicato dos Funcionários da Policia Civil do Estado do Amazonas, agrava e repudia as ações descabidas e as atitudes do tenente da Polícia Militar, Daivison Anderson Cutrim Soeiro, que de acordo com ele de forma irresponsável, deliberada e descabida vem agredindo cidadãos amazonenses, em caso particular, membros da Policia Civil do Estado do Amazonas.

No documento o presidente relata ainda, o caso envolvendo a invasão a sala da delegada plantonista Josenildes Baeta, do 3º Distrito Integrado de Polícia (DIP), em outubro de 2013, que resultou uma ação por abuso de autoridade que tramita na Justiça.

De acordo com Moacir, contra o tenente Soeiro, tramita ainda um Processo Criminal onde foi intimado a depor na 13ª Vara do Juizado Espacial Criminal por abuso de autoridade cometido contra um investigador de Polícia, que foi algemado e humilhado injustamente.

Desta vez, Moacir disse que, Soeiro voltou a investir contra um Policial Civil e sua companheira, "o que caracteriza além da falta de respeito e desunião entre membros de classes profissionais pares, ainda ofende a família do policial e a família Policia Civil".

O presidente diz na nota, a guarnição subordinada ao tenente abordou arbitrariamente o Policial Civil, agredindo física e moralmente o servidor público e sua esposa e ainda afrontou os policiais de plantão no 9º DIP, querendo flagrantear o Servidor Público.

Veja a nota na integra

NOTA DE AGRAVO – TENENTE SOEIRO – PM

O Sindicato dos Funcionários da Policia civil do Estado do Amazonas, no uso de suas atribuições estatutárias vem a público repudiar e agravar as ações descabidas do “Tenente” da Policia Militar DAIVISON ANDERSON CUTRIM SOEIRO, qual de forma irresponsável, deliberada e descabida vem agredindo cidadãos amazonenses, em caso particular, membros da Policia Civil do Estado do Amazonas.

No ano de 2013, o referido cidadão, sentindo-se autoridade máxima da representação da Lei e da ordem, insultou e desacatou de forma ofensiva uma Delegada dentro de seu gabinete em plena madrugada. Fato que foi destaque nos noticiários locais, no ano passado.

É salutar informar que o oficial em tela, já responde a um Processo Criminal e foi intimado a depor na 13ª Vara do Juizado Espacial Criminal por abuso de autoridade cometido contra um Investigador de Polícia, que foi algemado e humilhado injustamente. Agora o mesmo Oficial volta a investir contra um Policial Civil e sua companheira, o que caracteriza além da falta de respeito e desunião entre membros de classes profissionais pares, ainda ofende a família do policial e a família Policia Civil, quando o mesmo acompanhado de sua guarnição subordinada abordou arbitrariamente o Policial Civil, agredindo física e moralmente o servidor público e sua esposa e ainda afrontou os policiais de plantão no 9º DIP, querendo flagrantear o Servidor Público.

A onda crescente de violência, inclusive da violência policial, é um complicado enigma do mundo moderno que não será bem decifrado se não nos afastarmos da mera retórica, das rivalidades corporativas ou cientificas, do emocionalismo. Tanto quanto o mal da Aids, o do crime policial exige, para seu eficaz enfrentamento, consciência de que o problema é multidisciplinar, de responsabilidade profissional de muitos e responsabilidade social de todos.

Diante dos fatos, observamos que a polícia só esta autorizada a usar da violência como último recurso dos muitos que a habilidade profissional pode lhe garantir. Nem mesmo em regimes onde a pena de morte é legalizada, pode-se imaginar o policial (cuja opção profissional é de enfrentar o crime, tanto quanto o médico a doença com todos os riscos a isto inerente) como agente exterminador do criminoso, senão do crime. No caso em epígrafe tratava-se de uma autoridade policial e dos demais agentes da segurança pública, igualmente amparados e, no entanto desacatada e abusada pelo agente “Policial Militar”.

Dessa forma, pelos atos insanos recorrentes cometidos pelo senhor Daivison Soeiro, o SINPOL-AM solidariza-se ao companheiro OBERDAN DE ABREU AQUINO, a sua família e aos demais companheiros que foram insultados pelo PM e assegura que estamos mobilizando nosso corpo jurídico e de comunicação, para darmos entrada em denuncias junto a Corregedoria Geral de Segurança Pública, ao Comando Geral da Policia Militar, a PROCEAP e aos veículos de comunicação para que os atos abusivos deste cidadão antissocial sejam contidos e as boas relações institucionais entre a Policia Civil e a Policia Militar, assim como o SINPOL-AM com a Associação dos Oficiais, Associação de Suboficiais e Sargentos, Associação de Cabos e Soldados e Associação de Praças, instituições que mantém entre si o respeito mútuo e a colaboração como norte de suas existências sejam mantidas na mais perfeita harmonia e que elementos que não honram estas instituições sejam banidos das mesmas.

Manaus, 20 de abril de 2015

MOACIR MAIA

A Diretoria"