Master class faz parte da contrapartida do projeto do 21º Festival Amazonas de Ópera (Foto Michel Dantas)
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Mais de 30 pessoas acompanharam a aula de canto de um dos destaques do 21º Festival Amazonas de Ópera (FAO), o barítono cubano Homero Perez, que revelou alguns dos segredos de seu alcance vocal no Centro Cultural Palácio da Justiça (CCPJ), na tarde desta quarta-feira (16). O master class é uma das contrapartidas do projeto artístico do FAO, que terá mais uma oficina na semana que vem.

O FAO 2018 é uma realização do Governo do Amazonas com patrocínio do Bradesco Prime – que celebra 10 anos de parceria com o festival –, incentivo do Ministério da Cultura (Minc) por meio da Lei Rouanet; além do apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e da Aliança Francesa.

Homero Perez, além de palestrar, convidou alunos a cantar com ele e apontou detalhes para melhorar a perfomance. O barítono destacou a importância da respiração e de conseguir uma voz clara no momento do canto. “A voz clara é luminosa e encanta. É necessário dedicação e esforço para conseguir um som limpo, que será melhor entendido pelo público e vai contribuir melhor com o espetáculo como um todo”, declarou. 

Perez interpretou o demoníaco Mefistófeles na ópera de estreia do 21º FAO, “Faust”, de Charles Gounod, e arrancou aplausos do público pela voz e interpretação. Essa última característica também foi abordada pelo cubano durante a aula no Palácio da Justiça.  “O cantor precisa cultivar-se, estudar, sair, conhecer, ficar menos tempo ligado em dispositivos celulares”, disse Perez.  “Quando estava me preparando para o papel de Mefistófeles li todos os livros alegóricos ao papel do demônio para que pudesse entender o personagem. Não vale Wikipédia, Google, é preciso aprofundar-se a aprender sobre os personagens que serão interpretados”, apontou o cantor, que também fez Riolobo na ópera “Florencia en el Amazonas”.

Muitos integrantes do Coral do Amazonas, corpo artístico do Estado, participaram da aula. Entre eles, Diógenes Lira, 40. “O Homero é um pessoa muito gentil e falou sobre vários aspectos do canto. Um dos principais foi como temos a impressão, como cantores, de que temos que escurecer a voz durante o canto, deixando a letra um pouco incompreensível,  e ele ensinou uma outra forma de cantar, deixando o som mais nítido para as pessoas entenderem. Foi didático e esclarecedor”, disse.

Outro integrante do Coral, Alexandre Tiago Frota, 33, destacou a gentileza e a abertura de Homero para falar com os alunos. “Ele se mostrou muito receptivo com todos até mesmo quando estávamos no Teatro acompanhando ele na ópera, isso foi muito legal. As dicas foram de grande valia e crescimento, principalmente, no cuidado com a respiração para o canto”.

Oficinas – No dia 24 de maio, quinta-feira, será realizada uma oficina de cenografia com Giorgia Massetani, a partir das 14h na Central Técnica de Produção da SEC, localizada no bairro Cachoeirinha, também como contrapartida do 21º FAO. 

Ainda segundo o maestro marcelo de Jesus, diretor adjunto artístico do FAO, uma oficina de iluminação também está prevista para ocorrer na semana de estreia da última ópera do 21º FAO, a obra “Kawah Ijen – Vulcão  Azul”. “A oficina será com Fábio Retti, um dos principais iluminadores associados à ópera no País, e também será uma ótima oportunidade. Ainda estamos organizando a data exata em que ela será realizada”.

Festival Amazonas de Ópera – Este ano, o Festival conta com a apresentação de cinco óperas: “Faust”, “Dessana Dessana”, “Florencia en el Amazonas”, “Acis and Galatea” e a estreia mundial “Kawah Ijen (Vulcão azul)”. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Teatro Amazonas e no site www.aloingressos.com.br, com valores que vão de R$ 5 a R$ 60.

Durante a temporada de ópera, também acontecerão atividades paralelas nos centros de convivências, shoppings, nos municípios de Manacapuru, Iranduba (no distrito do Cacau Pirera) e em Novo Airão; além do “Ópera Delivery”, que levará sessões exclusivas de trechos de obras à casa dos amazonenses, e do projeto “Ópera Studio”, da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que apresentará “La Boheme”, de Giacomo Puccini, no Teatro da Instalação.

Sobre o Bradesco Cultura – Com mais de 350 projetos patrocinados anualmente, o Bradesco acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. O Banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. Com apoio a eventos regionais, museus, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros, a instituição tem, ainda, uma plataforma de naming rights com o Teatro Bradesco, que conta com unidades em São Paulo e Rio de Janeiro.

Em 2018, já passaram pela Temporada Cultural do Bradesco as exposições Julio Le Parc, Mira Schendel e Hilma af Klint, o espetáculo Bibi Ferreira e o Lollapalooza Brasil. Estão em cartaz os musicais Peter Pan e Ayrton Senna, além de diversas atrações confirmadas ao longo do ano, como os festivais de Parintins, Tiradentes, a festa junina de São João do Caruaru, ArtRio, MIMO e MADE, entre outras.

Serviço: Oficina de Cenografia com Giorgia Massetani

Datahora: 24 de maio, quinta-feira,  a partir das 14h

Local: Central Técnica de Produção (CTP) – Rua Carmem Miranda, bairro Cachoeirinha, 1297 


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