O homem suspeito de matar o ex-jogador do Coritiba Daniel, foi preso pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (01). O suspeito, o empresário Edison Brittes Junior, de 38 anos, foi encontrado em casa em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, e levado à delegacia da cidade. A esposa e a filha do suspeito de matar Daniel também foram presas. Todas as prisões são em caráter temporário.

O meia Daniel Correia de Freitas, 24 anos, foi encontrado morto no último sábado em São José dos Pinhais com ferimentos de faca em várias regiões e, segundo a Polícia Civil, quem cometeu o crime estava com muita raiva.

Conforme a Polícia, há suspeita que ele tenha sido arrastado para um matagal por cerca de 30 metros, com dois cortes profundos no pescoço, além de ter a cabeça quase degolada e o pênis cortado, confirmando a brutalidade do crime.

O suspeito do assassinato do meia Daniel, ex-São Paulo, Edison Brittes Jr admitiu à polícia ter matado o jogador. Em contato com o UOL Esporte, a defesa de Juninho, como é conhecido, confirmou a confissão e afirmou que seu cliente alega ter protegido a esposa, que teria sido atacada pelo atleta enquanto estava dormindo.

Daniel foi espancado na manhã de sábado depois que entrou em um quarto onde estava Cristiana Brittes, esposa de Juninho.

Em entrevista à RPC, o suspeito contou detalhes de como tudo aconteceu. “A Cris (esposa) tinha ido dormir, aí eu comecei a ouvir gritos de socorro, fui até o quarto e a porta estava fechada, mas ela nunca fecha a porta. Então, dei uma ombrada na porta e derrubei. Quando eu vejo, o Daniel está em cima da minha mulher, tentando estuprá-la. Aí, tirei ele de cima dela, deitei em cima da cama e bati muito nele. Depois, tirei ele para fora da casa, não sei se ele estava desacordado, não sei dizer se estava vivo, mas eu acho que sim. E fiquei pensando onde eu ia levar ele. Estava com mais três amigos, mas eles não fizeram nada, só tentaram me pedir. Eu tinha faca no carro, junto com as ferramentas, mas não estava pensando no que ia fazer”, disse.

“Só não se consumou a penetração porque ele arrombou a porta do quarto e encontrou o indivíduo em cima dela forçando uma relação sexual”, disse o advogado do suspeito.

Daniel mandou mensagem para amigo momentos antes do crime

Em prints de WhatsApp anexados ao processo, aos quais a reportagem teve acesso, o jogador Daniel conversa com um amigo. Nas mensagens, ele diz que estava na casa da família e pretendia “comer a mãe da aniversariante” e “o pai está junto”. Dezessete minutos depois o meia manda outra mensagem: “Comi ela, moleque”, seguida de risadas e fotos ao lado de uma mulher, aparentemente dormindo….

De acordo com a testemunha, quem estava na casa ouviu do quarto gritos de uma mulher pedindo socorro para que “se evitasse uma tragédia”. Quando a testemunha chegou, já encontrou Daniel sendo enforcado e espancado por Juninho. Em seguida se juntaram outros homens ao espancamento.

Na ficha policial, consta que o suspeito já tinha “indicativo criminal” por porte ilegal de armas e receptação….

Em contato com o UOL Esporte, a testemunha afirmou ter sofrido ameaças de Juninho. O suspeito teria se reunido com ela e outras três pessoas que presenciaram as agressões ao jogador para combinar o relato que fariam à polícia. A testemunha afirmou que não concordou em mentir e resolveu denunciar o caso às autoridades.

Carreira

Daniel surgiu para o futebol no Cruzeiro, mas só foi estrear como profissional no Botafogo, em 2013. No clube carioca, o meio-campista chamou atenção durante o Campeonato Brasileiro do ano seguinte, quando marcou cinco gols em 28 jogos.

Contratado pelo São Paulo em 2015 como uma promessa, Daniel não rendeu o esperado com a camisa tricolor. Tendo de conviver com muitos problemas físicos, o meia somou apenas 16 partidas oficiais pelo clube do Morumbi e não marcou gols.

Fora dos planos do time paulista, o armador foi emprestado ao Coritiba para ganhar ritmo de jogo. O que não aconteceu, pois ele logo sofreu uma tendinite no joelho direito, que já havia sido operado durante sua passagem pelo Tricolor.

Em seu retorno ao São Paulo, foi emprestado para a Ponte Preta neste ano, mas não agradou e acabou cedido ao São Bento até o final do Campeonato Brasileiro Série B.

*Com informações do Uol Esportes e Tribuna do Paraná