Joselito Pessoa (no detalhe) era dos ocupantes do Voyage onde os policiais foram mortos na madrugada do sábado, dia 5 (Montagem Fato Amazônico)

O tenente da Polícia Militar, Joselito Pessoa Anselmo, acusado de matar o cabo Grasiano Monteiro Negreiros e o sargento Edzandro Santos Louzada e ainda tentar matar o major Lurdenilson Lima de Paula e o borracheiro Robson Almeida Rodrigues, depois de ter o habeas corpus negado pelo Tribunal de Justiça do Amazonas, resolveu mudar os responsáveis por sua defesa. Ele contratou o coronel reformado da PM, Mário Jorge Reis Vitor, hoje advogado e o experiente criminalista Mozarth Ribeiro Bessa Neto.

Os dois novos defensores de Joselito Pessoa já sabem que terão de enfrentar uma batalha pela frente para comprovar ao juiz Mauro Moraes Antony, da 3ª Vara do Tribunal do Júri, tido como linha dura, a inocência de seu cliente que este ano iria para reserva da Polícia Militar depois de 30 anos de serviço.

Em seu depoimento na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, Joselito Pessoa, disse que na noite de sexta-feira (4), o major Lurdenilson, por telefone o chamou para ir a 18ª Cicom, à pretexto de resolverem “uma bronca”, para beber. 

“Fui chamado por telefone pelo major Lurdenilson para comparecer a 18ª Cicom para resolveu uma bronca. Lá (18ª Cicom) fui convidado para tomar cerveja”, revela J. Pessoa.

Da 18ª Cicom, J. Pessoa, Lurdenilson saíram no Voyage, uma viatura descaracterizada dirigida pelo sargento Edizandro em direção ao Mercadinho Jesus Me Deu de propriedade do cabo Grasiano, onde encontraram o borracheiro.

Defensores públicos dispensados

O tenente Joselito Pessoa antes era defendido pelos defensores públicos, Maurílio Casas Maia e Daniel Britto, plantonista da Defensoria Pública Militar, que ingressaram no final de semana no Tribunal de Justiça do Amazonas com habeas corpus para que o tenente respondesse o crime em liberdade, mas não tiveram êxito. O desembargador Domingos Jorge Chalub, plantonista do Tribunal de Justiça negou domingo (6) habeas corpus.

Em sua decisão o magistrado diz: ”Tenho que não é prudente o ato concessivo, vez que, o procedimento criminal no Primeiro Grau está se desenvolvendo com relativa regularidade, adicionado a isto, a possibilidade do impetrante e o paciente espiarem a tempo e a modo a análise da presente mandamental pelo eventual relator originário a quem o presente feito for distribuído”.

O crime

O crime ocorreu na Rua Monte Horebe, no bairro Colônia Terra Nova, na Zona Norte. O tenente Joselito Pessoa Anselmo, estava em um Voyage, de cor prata e placas PHO 2296, juntamente com o major PM Lurdenilson Lima de Paula, o sargento PM Edizandro Santos Louzada, o cabo PM Grasiano Monteiro Negreiros e mais o borracheiro Robson Almeida Rodrigues.

Por volta de 2h depois de sair de um bar chamado Chapolin, de acordo com depoimento do borracheiro, o tenente sacou da arma e efetuou disparos contra todos que estavam  no carro, matando o sargento Edizandro Santos e o cabo Grasiano Monteiro e ferindo ainda o major Lurdenilson e o borracheiro.

Para não morrer, o borracheiro, que juntamente com o major saíram com vida, travou luta corporal com o tenente que de acordo com a testemunha gritava que “vou matar vocês todos”.

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