No dia 18 do mês em curso, a revista Veja publicou reportagem com o título “A fábrica de fake news de Amazonino Mendes, TRE já deu 12 decisões contrárias ao governador”.
Já no lead da matéria – que representa o cerne central de toda a questão- , diz a Veja que “no Amazonas o TRE já deu 12 decisões, só neste segundo turno, determinando que portais e blogs jornalísticos favoráveis ao atual governador Amazonino Mendes (PDT) retirassem do ar fake news contra seu adversário Wilson Lima (PSC)”.
Amazonino Mendes e sua douta assessoria jurídica não gostaram da abordagem jornalística da reportagem e representaram contra a revista pedindo direito de resposta.
Pedido negado.
O Juiz Auxiliar do TRE/AM nas Eleições Gerais de 2018, Bartolomeu Ferreira de Azevedo Junior, decidiu nesta quinta-feira, 25, pela improcedência da representação em harmonia com o Ministério Público Eleitoral.
Amazonino Armando Mendes, conforme informações contidas nos autos do processo,  alega que a matéria “A fábrica de fake news de Amazonino Mendes” não corresponde à realidade na medida que a mesma (reportagem) menciona a existência de 12 decisões condenatórias sem que houvesse sequer menção aos respectivos processos.
Ainda nas suas alegações, Amazonino Armando Mendes afirma que Abril Comunicações S.A., estaria veiculando matéria jornalística inverídica e que dos seis processos contra ele houve a concessão de apenas duas liminares, nenhuma delas relacionadas à “fake news”.
A reportagem, entretanto,conforme observou o juiz, não se refere às liminares proferidas contra Amazonino Mendes, mas em desfavor de portais e blogs favoráveis a sua candidatura.
A revista Veja, por seu lado, pugnou pela inépcia da petição inicial em razão de não ter sido instruída com o texto da resposta, nos termos da norma contida no artigo 15, alínea “b”, Resolução TSE.
Veja a decisão