Com o intuito de ampliar a divulgação de medidas preventivas e educativas que contribuam para a redução da incidência da gravidez na adolescência, a Cooperativa Médica Unimed Manaus realiza no próximo dia 7 de fevereiro, o I Workshop Prevenção da Gravidez na Adolescência: responsabilidade de todos. O evento acontece a partir das 15h, no auditório Dr. Osvaldo Gesta no Hospital Maternidade Unimed Manaus.

O workshop terá como palestrantes as médicas pediatras Denise Correa e Elena Marta, o médico ginecologista obstetra Ernesto Cardoso e a enfermeira obstetra Andrea carvalho. As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas pelo telefone 3112-2040 ou diretamente na recepção do Viver Bem, que fica na Travessa Olavo Bilac nº 83, São Geraldo. As vagas são limitadas.

Com o evento, a Unimed Manaus formaliza sua adesão à Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, instituída por meio da Lei 13.798, de 03 de Janeiro de 2019, que acrescentou o artigo 8º-A a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente).

De acordo com a lei, devem ser realizadas ações anuais na semana que incluir o dia 1º de fevereiro, e ficarão a cargo do Poder Público, em conjunto com organizações da sociedade civil, como é o caso da cooperativa medica amazonense.

No ano de 2018 dos 1.531 partos realizados no Hospital Maternidade Unimed, 1041 foram de jovens com idade entre 16 e 22 anos, o equivalente a 68% do total de partos realizados no ano.

Segundo a assistente social Graça Prola, que já dirigiu as secretarias estaduais de Assistência Social e Justiça, Direitos Humanos e Cidadania, no Amazonas, as zonas Norte e Leste de Manaus são as áreas com maior índice de adolescentes grávidas.

Graça Prola afirma que a gravidez na adolescência traz inúmeras consequências, como o abandono aos estudos e o início de uma carreira. “É um tempo da vida da adolescente que para e que não tem mais como recuperar. É nisso que a adolescente tem que pensar”, afirma Graça Prola, lembrando que políticas públicas não têm sido suficientes para evitar que as adolescentes continuem engravidando.

De acordo com a assistente social, é necessário trabalhar as consequências de uma gravidez na adolescência e também alertar para as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s), além de estabelecer diálogos dentro e fora de casa com esses adolescentes.

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), publicados no site da entidade, a taxa de gravidez na adolescência no Brasil é a mais alta da América Latina, com 400 mil casos ao ano. Aproximadamente 18% dos brasileiros nascidos são filhos de mães adolescentes. O índice de mortalidade entre os filhos de mães adolescentes é alto, correspondendo a cerca de 20% da mortalidade infantil no país.