Sérgio Ferreira, presidente executivo da Unimed Manaus em audiência pública na Assembleia Legislativa
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A Unimed Manaus presta serviços, atendimento médico e assistencial a mais de 122 mil usuários, gera quase dois mil empregos diretos e injeta, mensalmente, na economia do Estado do Amazonas mais de R$ 30 milhões, entre pagamento de prestadores e fornecedores de serviços e arrecadação de tributos e impostos municipais e federais. Os dados apresentados ontem (10/07), pelo presidente executivo da Cooperativa, Sérgio Ferreira, durante audiência pública na Assembleia Legislativa, serviram para demonstrar aos deputados estaduais do Amazonas o tamanho e abrangência da organização, bem como o impacto que sua possível desarticulação teria na economia e na vida das pessoas que dependem direta e indiretamente dela.

O dirigente da Unimed Manaus informou que a atual direção, empossada no dia 10 de janeiro, em pouco mais de seis meses, reestabeleceu o vinculo de confiança com médicos, fornecedores, normalizou o atendimento nacional, que estava suspenso na maioria dos estados, e vem buscando o equilíbrio econômico–financeiro, causado principalmente pela dívida tributária, já negociada. Sérgio Ferreira informou que direção da Unimed Manaus, com apoio da Unimed Brasil, trabalhavam junto a ANS, uma saída para os problemas da cooperativa, dentro da legalidade, num prazo de 60 dias, quando houve a decretação da alienação da carteira de clientes, reduzindo a construção dessa solução para um prazo de apenas 30 dias, que vence no dia 25 de julho.

Para o deputado Sinésio Campos (PT), autor da proposta de audiência pública, a Unimed Manaus é patrimônio do povo do Amazonas e de Manaus, e que é dever de todos defendê-la, assim como todas as outras empresas de saúde complementar. Ele enfatizou que não é possível permitir a insolvência de uma empresa que somando os empregos diretos e indiretos, gera mais emprego que muita empresa do Polo Industrial de Manaus, e sem receber incentivo fiscal.

Sinésio Campos criticou a ausência da ANS na audiência pública, mesmo tendo sido convidada a participar e questionou: “se havia uma negociação em curso, porque a ANS decidiu pela alienação?”.

Ele convocou parlamentares, Ministério Público Estadual (MPE), Defensoria Pública do Estado (DPE), Organização das Cooperativas do Estado do Amazonas (OCB/AM),  Programa Estadual de Proteção e Orientação do Consumidor do Estado do Amazonas (Procon-AM), a se juntarem a direção da Unimed Manaus num Grupo de Trabalho, criado com o propósito de obter junto a Agência Nacional de Saúde (ANS), mais prazo para que seja “construída” uma saída mais favorável para usuários, médicos cooperados, funcionários e prestadores de serviços da Unimed.

O GT será coordenado pelo Ministério Público Estadual e Defensoria Pública do Amazonas e terá também a participação dos deputados Luiz Castro (Rede), Serafim Corrêa (PSB) e Adjunto Afonso (PDT). A primeira providência do GT, que vai se reunir pela primeira vez, no próximo dia 16 de julho, na sede do MPE, deverá ser a  convocação da ANS para dar mais detalhes sobre o processo de alienação da carteira de clientes da Unimed Manaus e também solicitar um prazo maior para que seja encontrada uma saída coletiva para os problemas enfrentados pela Cooperativa Amazonense. “O assunto precisa ser tratado com cautela, responsabilidade. Vamos convocar a ANS, saber as alternativas possíveis. Sabemos que os problemas são recentes”, afirmou a procuradora Sheila Andrade dos Santos, da promotoria de Justiça dos Direitos do Consumidor.

O defensor público geral, Rafael Barbosa, defendeu a formação do GT e disse que na atual conjuntura da Unimed Manaus não cabe mais apenas medidas jurídicas, mas, a situação requer medida política. “As autoridades precisam se unir para dar a ajuda que a Unimed tanto precisa”, afirmou.

O deputado Serafim Corrêa, reforçou que a preocupação deve ser de todos e em com as consequências que virão da alienação ou liquidação da Unimed Manaus. “Qualquer coisa que aconteça com a Unimed vai desaguar e agravar o sistema público de Saúde. O que está ruim vai ficar ainda pior, porque o problema não são apenas as mais de 120 mil vidas da Unimed, mas tem ainda os funcionários, cooperados e os usuários dos SUS que serão impactados com chegada de mais gente para usufruir de um sistema já deficitário”, afirmou o parlamentar.

Sobre a Unimed – Em 2017, a Unimed completou 50 anos de atuação no mercado de saúde suplementar. A marca nasceu com a fundação da Unimed Santos (SP), em 1967, e hoje é composta por 346 cooperativas médicas, que prestam assistência para cerca de 18 milhões de beneficiários em todo País. Atuando sob o modelo cooperativista, a Unimed conta com mais de 113 mil médicos, 115 hospitais próprios e 2.584 hospitais credenciados, além de pronto-atendimentos, laboratórios e ambulâncias que garantem a qualidade da assistência médica, hospitalar e de diagnóstico complementar prestada aos beneficiários das cooperativas.

Sobre a Unimed Manaus –Com 38 anos de atuação, uma equipe médica composta por mais de 850 médicoscooperados e a mais completa rede hospitalar com 6 unidades, sendo 3 hospitais próprios, 90 clínicas, 11laboratórios, Centro de Oncologia, 2 Centros de Diagnóstico e Imagem, Unidade Coronariana com equipe 24 horas, Unidade Neonatal, UTI Pediátrica e Adulto, Pronto Socorro Adulto e Infantil, e 800 consultórios que atendem diversas especialidades.


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