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Cultura, esporte, educação, valorização social, foram temas apresentados no último dia do 1º Seminário Semana da Valorização da Cultura Indígena. O evento encerrou na sexta-feira, 20/4, no auditório Mãe Paula, da Arquidiocese de Manaus, localizado na avenida Joaquim Nabuco, Centro. O evento, realizado pela Coordenação dos Povos Indígenas (Copime), juntamente com a Arquidiocese de Manaus, e tem apoio da Prefeitura de Manaus por meio Conselho Municipal de Cultura (Concultura), e da Secretaria Municipal de juventude, Esporte e Lazer (Semjel).

O objetivo é buscar o desenvolvimento de melhorias para as políticas públicas voltadas a indígenas que residem em Manaus e entorno. De acordo com o último mapeamento realizado pela Copime, aproximadamente, 60 famílias indígenas, entre comunidades e associações, vivem dentro da cidade de Manaus.

“Essas discussões são importantes porque abrem os olhos da sociedade para preservar a herança de cada povo, garantir sua identidade enquanto povo. Devemos viver em comunidade, respeitando a essência que cada um traz consigo”, destacou o presidente do Concultura, Márcio Souza. Em seu discurso ele destacou ainda a migração das tribos para cidades e os prejuízos sofridos por essas etnias.

O coordenador do seminário Turi Sateré, ressaltou que muitas melhorias já foram alcançadas para as etnias, mas que é preciso avançar. Ele ressaltou que a participação de representantes do Município e Estado no seminário demonstrou o início de um diálogo abrangente.

“Já avançamos muito em diversas áreas, como educação, esporte, lazer. Precisamos desenvolver ideias de políticas públicas para melhorias como um todo. Precisamos de reconhecimento para nossas práticas de ritos e costumes. Este é um dos objetivos deste seminário, que visa mostrar para a sociedade que existimos entre todos”, disse Turi Sateré.

Para professora Aurélia Sampaio, a discussão sobre inclusão social dos povos ajuda na valorização e no respeito, o que significa entender sobre o todo e também sobre nós mesmos. “Somos fruto dessa miscigenação; é claro que nossas maiores características são herdadas dos índios, mas é preciso que a sociedade entenda isso”, destacou.   

O seminário contou ainda com exposições, mostra de filmes relacionados à questão indígena e apresentação de peças teatrais durante toda a semana.  


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