Vereadoras se unem em apoio à Campanha Nacional "Reforma Mais Mulheres na Política" - Fato Amazônico

Vereadoras se unem em apoio à Campanha Nacional “Reforma Mais Mulheres na Política”

Vereadoras da Câmara Municipal de Manaus (CMM) assinaram, na manhã desta segunda-feira (4), o termo de uso de imagem em apoio à Campanha Nacional ‘Reforma Mais Mulheres na Política’, capitaneada pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB). O uso das imagens será exclusivamente usado na divulgação da Campanha, a ser lançada no dia 18 de maio, às 9h, no auditório Belarmino Lins da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

As vereadoras Professora Jacqueline, Pastora Luciana (PP), Professora Therezinha Ruiz (DEM), Socorro Sampaio (PP) e Vilma Queiroz (PROS) foram as primeiras, da Casa Legislativa, a dar apoio total à ação.

A presidente da Comissão de Defesa e Proteção dos Direitos da Mulher (COMDPDM) e da Procuradoria Especial da Mulher, Professora Jacqueline, destacou que já encampa a ação no município de Manaus, que tem como objetivo principal o aumento das mulheres na política e a garantia de 30% de assentos no cenário político nacional, independentemente da quantidade de votos. “Esse direito deve ser garantido”, ressaltou a vereadora.

Na ocasião, Jacqueline aproveitou para divulgar o encontro de mulheres, a ser realizado no dia 9 de maio, o qual fará o fechamento da campanha nacional. “Somos 52% do número de eleitoras e o máximo que representamos no parlamento é de 13%. Esse percentual é insignificante em relação ao número de mulheres eleitoras”, reafirmou Jacqueline, que garantiu presença no lançamento da campanha ‘Reforma mais Mulheres na Política’.

Vilma Queiroz considerou a campanha positiva, visto que a representatividade da mulher no cenário político ainda é pequena, e devido à tímida participação, não deixa dúvida que o poder de barganha da mulher é menor. “Em todas as Câmaras percebemos que a presença feminina é menor. Aqui mesmo na Aleam, há apenas uma mulher no parlamento. Não queremos uma guerra de gênero e sim paridade”, ressaltou a parlamentar.

“Todos nós somos favoráveis à entrada de mais mulheres no parlamento. A mulher já provou a sua capacidade, seja qual for a profissão”, destacou Socorro Sampaio, ao acrescentar, ainda, que a mulher atual está preparada para desempenhar qualquer papel na sociedade.

Sobre a Campanha

Promovida pela Procuradoria da Mulher do Senado e liderada pela senadora Vanessa Grazziotin, a Campanha Nacional ‘Reforma Mais Mulheres na Política’ tem o objetivo assegurar maior igualdade entre homens e mulheres na sociedade e aumentar a participação feminina nos parlamentos.

A Campanha, que será lançada no próximo dia 18 de maio, às 9h, no auditório Berlarmino Lins, da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), contará com a participação de parlamentares de diversos municípios amazonenses, além de movimentos sociais e entidades ligadas à causa.

Além das vereadoras, também vão estar no lançamento da Campanha, a presidente da Comissão da Mulher, Família e Idoso da Aleam, deputada estadual Alessandra Campelo (PCdoB), mais de 70 vereadoras, seis prefeitas, oito vice-prefeitas, a senadora Sandra Braga (PMDB), e a deputada federal Conceição Sampaio (PP)

O evento é resultado de uma articulação iniciada em março, quando mulheres parlamentares de, pelo menos, 15 municípios amazonenses se reuniram para tratar do tema, na tentativa de expandir o espaço conquistado pelas mulheres nos parlamentos de todo o Estado e diminuir a desigualdade de gênero nestes espaços.

Mesmo com a minirreforma eleitoral (Lei 12.891/13), segundo a qual o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve garantir que os partidos destinem ao menos 30% das vagas eleitorais para candidatas mulheres e incentiva candidaturas femininas, os partidos políticos ainda não conseguiram atingir a cota mínima por partido ou coligação. Este fato reforça a preocupação e necessidade de superar tais desafios para uma maior participação da mulher nos parlamentos brasileiros. Além disso, a minirreforma garantiu apenas que 30% das vagas para candidaturas sejam destinadas às mulheres, o que não garante a eleição desse mesmo percentual.