Vereadores debatem trânsito violento na capital amazonense - Fato Amazônico

Vereadores debatem trânsito violento na capital amazonense

O acidente registrado na Sexta-feira Santa (18), no bairro Dom Pedro, Zona Oeste de Manaus, em meio a uma procissão da Via Sacra, em que três pessoas foram vítimas fatais de atropelamento, foi o tema dos discursos de alguns vereadores, nesta terça-feira (22), no plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM). O episódio envolvendo fiéis da paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos foi classificado como ‘lamentável’ pelo vereador Elias Emanuel (PSB).

O vereador Roberto Sabino (PROS) chamou a atenção para o fato do motorista do caminhão de som, responsável pelo acidente, Olarino de Siqueira Silva, 49, já está solto após ter pagado uma fiança no valor de R$ 3 mil, arbitrada pela Justiça. “Precisamos de leis mais rígidas e menos frouxas. O motorista matou três pessoas, foi preso, e em menos de uma semana já está solto”, observou.

Outro caso citado por ele, como exemplo de certeza de impunidade foi o do motorista Ozaías Costa de Almeida, 36. O mesmo pilotava a caçamba que colidiu contra um micro-ônibus, no dia 28 de março, deixando 16 pessoas mortas e outras 17 feridas. Um exame toxicológico revelou que Ozaías havia consumido cocaína e álcool, na ocasião do desastre. “A pessoa está tão certa da impunidade, que se droga, pega um veículo para dirigir, mata várias pessoas e sabe que não vai acontecer nada com ele, porque as leis são brandas”, destacou.

Restrições

Afora os acidentes, o vereador Felipe Souza (PTN) também destacou o trânsito caótico da cidade, ao chamar a atenção para o fato de que mesmo os veículos pesados estarem restritos a trafegar em determinados horários e trajetos em Manaus, ainda é comum carretas trafegando pelas ruas, para atender às fábricas do Distrito Industrial (DI). Segundo ele, boa parte das ruas padece com a falta de infraestrutura.

O vereador Fabrício Lima (SDD) propôs que a Comissão de Transporte, Viação e Obras Públicas (COMTVOP) discuta alguma lei para cassar os alvarás das empresas que se envolverem em acidentes com vítimas fatais e também proponha alguma alternativa ao tráfego de carretas do DI, que, segundo ele, deve levar em consideração a logística complicada do lugar.