Vídeo que mostra empresário matando dançarina de funk no Rio de Janeiro pode não servir de prova - Fato Amazônico

Vídeo que mostra empresário matando dançarina de funk no Rio de Janeiro pode não servir de prova

As imagens que mostram o assassinato da dançarina de funk Amanda Bueno podem não servir como provas. O vídeo já está em poder da polícia mas, segundo o advogado que defende o acusado, Hugo Assumpção, as imagens foram obtidas de forma inapropriada e vazadas irregularmente na internet, o que desqualifica o material como prova no processo.

“O vídeo não vai poder ser usado porque foi uma prova obtida de forma ilegal. Invadiram a casa dele e roubaram o vídeo antes que a polícia chegasse”, justificou Assumpção.

Miltinho da Van foi indiciado por feminicídio, assassinato cometido contra mulheres em razão do gênero ou em decorrência de violência doméstica.

A morte de Amanda Bueno, ex-dançarina dos grupos Gaiola das Popozudas e Jaula das Gostozudas, causou comoção nas redes sociais. A funkeira Valesca Popozuda relembrou o convívio entre as duas durante os shows. Elas trabalharam juntas no grupo Gaiola das Popozudas. “Uma moça que teve seus sonhos interrompidos deixando amigos e família órfãos”, disse.

Suspeito de envolvimento com milícias

A prisão de Milton Severiano Vieira, de 32 anos, pelo assassinato da dançarina de funk Cícera Alves de Sena, 29 anos, conhecida pelo nome artístico Amanda Bueno, deverá levar a polícia a investigar a atuação de grupos criminosos em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. De acordo com o delegado Fábio Cardoso, da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), há indícios de que ele esteja envolvido com a formação de milícia na região.

Popularmente conhecido na cidade como Miltinho da Van, ele foi preso horas depois do brutal assassinado da ex-integrante do grupo Jaula das Popozudas. Imagens gravadas pelas câmeras de vigilância da casa onde vivia o casal registraram o crime. Milton aparece agredindo severamente a noiva antes de atirar contra ela. Segundo a polícia, ele primeiro atirou, a queima roupa, com uma pistola e depois usou uma escopeta para atirar outras vezes. No momento da prisão, ele portava ao menos cinco armas de fogo.