Wilson Lima, eleito governador do Amazonas com uma avalanche de mais de 1 milhão de votos, usou como mote de campanha um velho conhecido bordão que serviu de alavanca para impulsionar a candidatura do jovem apresentador de televisão de 42 anos de idade: “o povo está cansado da velha política”.

Apesar dos seus 82 anos de idade, o desgastado bordão soou aos saudáveis ouvidos  de Amazonino Mendes, adversário político de Lima, como preconceituoso, mas a candidatura do apresentador de televisão não parou seguiu como um furacão de vento em pôpa.

Pois é. Eleito governador, antes mesmo de completar o primeiro mês de mandato, Wilson Lima é a cópia fiel da “velha política”. Ou seja, Wilson Lima é igual a Amazonino Mendes: demagogo, falastrão, inoperante, perdulário. Sim, tal e qual a Amazonino, Ipsis litteris.

Ou não? Sim, tudo isso e muito mais.

Qual o interesse de Lima de inserir na primeira mídia institucional do “novo governo”, paga com recursos públicos, que recebeu o governo com um “rombo” de R$ 3 bilhões?

Ora, ora, convenhamos. Isso é demagogia barata. O gasto com propaganda institucional previsto no orçamento não era para divulgar o aplicativo criado para o cidadão ter acesso ao IPVA, pagá-lo ou negociá-lo?

O tal rombo de R$ 3 bilhões, senhor Lima, foi exaustivamente divulgado, sem ônus para o estado, por todo mundo – jornais, rádio, televisão, blogs, sites, portais, redes sociais e o escambau. Ou não?

Que pague com recursos públicos os veículos de comunicação para divulgar o tal app, que não deixa de ter a sua importância social, mas fazer oba-oba de rombos de outro governo é promoção político e promoção política com dinheiro público é crime. Ou não?

Saravá!