A mãe da jovem Karina Aparecida da Silva, de 18 anos, que torturou e matou o irmão mais novo, Maycon da Silva Roque, de 5, falou pela primeira vez sobre o crime que chocou São Roque, em São Paulo, na noite de 4 de abril. Segundo Daniela Cordeiro da Silva, ela não falou mais com a filha após o brutal assassinato e desabafou: “Difícil olhar para ela”.

O crime aconteceu na casa da família, no bairro Gabriel Piza (SP). De acordo com a Polícia Civil, a mãe havia saído e deixou a irmã mais velha para tomar conta do garoto. Quando a mulher voltou, encontrou a casa trancada e a filha se negava a abrir. Ela só conseguiu entrar depois de a porta ter sido arrombada por um cunhado que mora próximo.

A cena encontrada no local chocou a família. A criança estava morta e apresentava várias queimaduras. O menino teve os olhos perfurados e o pênis mutilado — a irmã teria comido o órgão genital. O corpo estava no chão do quarto e tinha ao redor várias velas acesas.

“Estou sem coragem e não quero vê-la tão cedo. Quando questionei por que ela tinha feito isso, disse que ‘ele não iria mais sofrer nesse mundo’”, contou Daniela em entrevista concedida à Rádio Coluna FM.

A manicure, de 39 anos, afirmou que passa por tratamento psicológico e contou ter ficado transtornada ao ver a cena do crime. “Deu vontade de partir para cima dela. Minha vontade foi de matá-la, mas acho que foi por Deus…”, lamentou a mãe.

A suspeita do crime, Karina Aparecida da Silva, foi levada para a delegacia da Polícia Civil e, após ser autuada por homicídio, foi encaminhada para a cadeia feminina de Votorantim, cidade da região. Peritos do Instituto de Criminalística da Polícia Civil fizeram levantamentos na casa. Um celular queimado, provavelmente pela garota, um cartão de memória, um canivete e uma porção de maconha foram apreendidos.

Quando questionada sobre a relação de Karina e Maycon, Daniela disse que, apesar de desentendimentos corriqueiros de irmãos, os dois trocavam carinhos e se davam bem. “Ela amava o irmão e falava em proteger caso eu faltasse um dia. Ela dizia que iria cuidar dele como filho, tinha respeito, era um relacionamento de amor”, lembra. (Com informações de Metrópoles)